Com Fluminense vivo, Diniz cita diferença no orçamento e pede volta do torcedor para seguir na luta

Fluminense viveu tarde feliz, mas poucos viram presencialmente (FOTO: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)


A torcida do Fluminense festejou, mas compareceu em número impressionante baixo no último domingo, na vitória sobre o Flamengo, no Maracanã. A dor pela eliminação na Copa do Brasil, na última quinta-feira contribuiu, fatalmente, para a baixa adesão. O técnico Fernando Diniz, após a conquista dos três pontos, pediu o retorno dos tricolores ao estádio, e maturidade nos debates, por parte de quem analisa, seja em caso de vitória ou seja em caso de derrota.

- A narrativa construída é para melhorar. Contra o Cuiabá foi lindo. Até para xingar foi lindo. O que mais gosto é ver o Maracanã cheio. E o torcedor leva o time no colo. Se não estivesse cheio contra o Fortaleza, não sei se venceríamos. Assim como na despedida e na pré-despedida do Fred. Não sei como seria. Foi o torcedor, ele é apaixonado - exaltou Diniz, que prosseguiu:

- É o que gostamos. Desculpa por, às vezes, não entregar. Não é falta de esforço. Tentamos entregar o melhor. É só ver a janela. Os times que duelamos. A narrativa a ser construída é essa: de orgulho. Temos menos recursos e estamos lutando para entregar. Essa é a verdade dos fatos. Como concorrer? Como lutar tendo um orçamento 6 contra um de 18, 20 (milhões de reais)? A torcida é elemento importante - pregou o treinador.

-> Confira a tabela do Campeonato Brasileiro

O Fluminense superou o Flamengo, chegou a 48 pontos e segue na busca pelo líder do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras ainda nada de braçadas. E seja como for o futuro, Diniz quer que seja nas Laranjeiras.

- Sou feliz, adoro estar aqui. Esperei três anos para voltar. Agradeço a tudo e peço que continue. Não sabemos o que vai acontecer no campeonato, mas só temos esse - lembrou.