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Sandra Pires relembra primeiro ouro feminino para o Brasil nas Olimpíadas l TBT Olímpico

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Os Jogos Olímpicos são um sonho para qualquer atleta do mundo. E com a participação no evento, vem os momentos inesquecíveis, como desfilar na cerimônia de abertura e conhecer a Vila Olímpica. No entanto, não foi bem assim a primeira ida de Sandra Pires aos Jogos. Mas não dá para falar que ela se arrepende disso.

Em Atlanta-1996, na primeira aparição do vôlei de praia nos Jogos, Sandra fazia dupla com Jackie Silva, que tinha atuado pelo vôlei de quadra em duas edições anteriores, e fez um plano para tentar afastar as distrações da dupla.

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“Nós, em Atlanta, não ficamos na Vila Olímpica, não desfilamos, que são realmente situações inusitadas, né. De você não desfilar numa Olimpíada, o que é muito difícil porque é uma hora maravilhosa de descontração – uma das poucas horas que você tá ali relaxado, desfilando, que toda a sua família vai te ver em casa”, disse Sandra em entrevista ao Yahoo Brasil.

Para tentar evitar distrações, a dupla alugou uma casa de um senhor chamado Richard Anderson, que também disponibilizou a sua própria residência para os treinos, já que tinha uma quadra no quintal.

Principais cabeças-de-chave, Jackie e Sandra justificaram o favoritismo com uma ótima primeira fase, passando com tranquilidade pelas indonésias Kaize/Yudhani (15-2), batendo as australianas Fenwick/Spring em um jogo duro (15-13) e atropelando a outra dupla brasileira Mônica/Adriana (15-4) para garantir a vaga nas semifinais.

Na semifinal, elas passaram pelas norte-americanas Fontana/Hanley (15-8) e garantiram uma medalha olímpica e um novo encontro com Mônica/Adriana para decidir a primeira medalha de ouro no esporte.

Curiosamente, o planejamento de aproveitar a calmaria longe da Vila Olímpica quase acabou aqui. Para garantir “condições de igualdade”, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) determinou que as quatro jogadoras dormissem no mesmo quarto na estadia dos atletas. Jackie e Sandra acabaram acordando mais cedo no dia da final para voltar para a casa e não encontrar com as adversárias.

Enfim chegou o momento da final. Um jogo muito mais duro do que o primeiro.

“Quando cheguei na final eu me lembro bem que eu falei ‘Caramba, já cheguei na final, já sou medalhista. Que incrível, que máximo’. E aquilo me desconcentrou um pouco do jogo da final”, lembra Sandra.

“Elas mudaram a estratégia de jogo, porque elas sempre sacavam em cima da Jackie e elas mudaram pra mim, então eu tomei aquele susto no primeiro set”, contou. Mas ao passar do tempo, Sandra foi se acalmando e a dupla venceu a parcial por 12-11.

Já no segundo set, tudo voltou ao normal e a dupla mostrou porque era a favorita, vencendo por 12-6 e conquistando a primeira medalha de ouro da modalidade nos Jogos e a também a primeira medalha de ouro de mulheres na história olímpica do Brasil. Mas a ficha só caiu quando elas voltaram ao Brasil.

"Quando a gente conquistou a medalha, que a gente chegou no Brasil, aí sim a gente começou a entender o que que tinha acontecido, o valor daquela medalha, o incentivo para as mulheres que passaram a ter mais confiança", conta a campeã olímpica. "Porque se a gente conseguiu elas também poderiam, basta se dedicar. Então eu acho que a gente ali, com esse pioneirismo na medalha, eu acho que incentivou muito as mulheres a acreditarem mais no potencial delas".

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