Vettel rejeita Fórmula E e Di Grassi responde: "Deveria apoiar"

Sebastian Vettel tem apoiado causas ambientais e seria um grande nome na Fórmula E. Foto: ANP via Getty Images
Sebastian Vettel tem apoiado causas ambientais e seria um grande nome na Fórmula E. Foto: ANP via Getty Images

Sebastian Vettel já anunciou que vai deixar a Fórmula 1 ao final da temporada. Agora as especulações dão conta de se ele realmente vai se aposentar das pistas ou se vai buscar outra categoria para seguir acelerando fundo.

Um dos locais que abriu as portas para o piloto alemão foi a Fórmula E, mas o tetracampeão mundial não se mostrou muito animado com a possibilidade.

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"Não estou totalmente convencido", respondeu sobre a possibilidade de atuar na categoria formada por carros exclusivamente elétricos. Quem não gostou nada da resposta foi o brasileiro Lucas Di Grassi, um dos principais da categoria que fez sua estreia em 2014.

Tudo começou quando Vettel, em entrevista ao jornal alemão Zeit, surpreendeu com uma crítica inesperada ao campeonato de monopostos elétricos: “Não entendo o significado por trás disso, a tecnologia de baterias que está sendo desenvolvida não tem nada a ver com aqueles que um carro usa. Não é bom para o meio ambiente que as baterias não sejam carregadas com energias renováveis, mas com combustíveis fósseis", explicou.

Di Grassi, um dos maiores embaixadores da Fórmula E é o único piloto que participou das nove temporadas e é, de longe, o mais 'ativista' a favor da tecnologia de seus monopostos.

"Se Vettel não quer vir para a Fórmula E, a escolha é dele", disse Di Grassi, que discorda de outra parte do argumento do tetracampeão mundial de Fórmula 1. "Agora, dizer que sua tecnologia é menos relevante para o futuro é não ter ideia do que você está falando ou querer confundir as pessoas de propósito", seguiu.

"Independentemente de gostar ou não do campeonato, ele deve apoiá-lo. Só isso", conclui o brasileiro, que pode ter mudado de ideia sobre o convite que fez ao piloto da Aston Martin quando anunciou sua aposentadoria da Fórmula 1.

O curioso é que não foi apenas Di Grassi quem incentivou o alemão a considerar a Fórmula E como uma opção futura para sua carreira esportiva, presumindo que estaria totalmente aberto a essa possibilidade. Thomas Chevaucher, diretor técnico da equipe DS Techeetah, que também abriu publicamente as portas para um teste nos monopostos elétricos.