Vasco faz ação para incentivar reconhecimento de paternidade em jogo contra o Tombense

Camisas mostram "xxxxx" para falar da falta de reconhecimento paterno (Foto: Divulgação/Vasco)


O Vasco promoveu uma importante ação social antes do jogo diante da Tombense, neste sábado, pela 24ª rodada da Série B. Ao entrarem em campo, os jogadores carregaram camisas com “XXXXX” no lugar dos nomes. Isso faz parte de uma ação em conjunto com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) para incentivar o reconhecimento de paternidade.

A ação acontece na véspera do Dia dos Pais, neste domingo. O problema atinge milhares de crianças e adolescentes país afora que não tem o nome do pai em suas certidões de nascimento.

No segundo tempo, os jogadores entrarão com outra camisa, desta vez com a os nomes dos seus pais ou de figuras paternas e a logomarca do projeto Minha Origem, Nossa História, desenvolvido pela Defensoria Pública do Rio para incentivar a parentalidade responsável.

A iniciativa visa promover o reconhecimento voluntário da paternidade, a aproximação afetiva entre pais e filhos, com atendimento individualizado e sigiloso. Por meio dessa parceria, DPRJ e o Vasco da Gama realizarão dois mutirões para os torcedores que desejam realizar o reconhecimento de paternidade.

No atendimento, será possível proceder o reconhecimento voluntário de paternidade biológica, tirar dúvidas, agendar o exame de DNA, nos casos que isso se fizer necessário, além de participar de oficina de educação em direitos sobre parentalidade responsável.

O primeiro mutirão ocorrerá no dia 27 de agosto no estádio de São Januário. O outro será no dia 3 de setembro, na Cidade de Deus. O atendimento será mediante inscrição. Os interessados precisam se inscrever previamente por meio desse link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSecHMQ36zu9u59cOKCwXSwO-GPD68-J5K8toGOuE924BsVVhQ/viewform?usp=sf_link.

Pesquisa divulgada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Brasil (Arpen), no último mês de julho, revelou que dos 1.313.088 bebês nascidos no Brasil no primeiro semestre deste ano, 86.610 não têm o nome do pai na certidão de nascimento. O total de registros monoparentais cresceu 1,2% em cinco anos, em razão de múltiplos fatores.