'A tomada de decisão é algo que está sendo fatal para nós', analisa Luís Castro após a derrota do Botafogo

Luís Castro  (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


Luís Castro identificou um problema nas construções de jogadas do Botafogo após a derrota para o Coritiba por 1 a 0, neste domingo, em partida válida pela nona rodada do Brasileirão. Durante a coletiva, o treinador afirmou que o time chega até as áreas de finalização do campo, mas ainda não consegue tomar as melhores decisões finalizar as oportunidades criadas.

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- O Coritiba finalizou mais vezes dentro da área do que nós, nós menos vezes dentro da área. Tivemos, nos dados estatísticos, por cima em tudo, mas o Coritiba nos criou muitas dificuldades ao longo de todo o jogo. Entrou melhor, equilibramos ali aos 15 minutos, aí conseguimos por cima no jogo. Aí, nesse momento, levamos a bola nas costas da nossa linha que sofremos o gol. Nós chegamos muito à zona de finalização, mas não tomamos a melhor decisão. Eu acho que essa tomada de decisão é algo que sendo fatal ao longo daquilo que foi a temporada até hoje - analisou Castro.

- A equipe percorre bem até lá (a zona de finalização), mas chegando lá, não consegue entrar muitas vezes na última linha, ou tenta chegar à finalização em timings que são desajustados. Por isso não temos tanta eficácia naquilo que é o nosso volume ofensivo. É algo que faz parte das características dos jogadores e é algo que nós tentamos mudar ao longo daquilo que são os nossos trabalhos diários. Acho que vai chegar o momento em que nosso volume ofensivo e e a nossa porcentagem em termos de bola se converterá em finalizações de qualidade, que nos tem faltado. Acho que temos finalizado muito, mas não da melhor forma - completou.

Agora, o Botafogo vira a chave para enfrentar o Goiás no estádio Nilton Santos, às 20h, na próxima segunda-feira. A partida é válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro e terá transmissão em tempo real do LANCE!.

Veja mais declarações de Luís Castro:

ACHAR O MEO-CAMPO TEM SIDO A GRANDE DIFICULDADE?


- Tem, tem sido difícil porque normalmente nós construímos uma equipe ao longo de uma pré-temporada. Normalmente, neste período de pré-temporada, temos ali nove a dez jogos em que identificamos claramente todas as qualidades dos jogadores e como que eles se ligam uns com os outros.

- Isso tem sido feito ao longo de uma temporada, em que nos chegamos de forma oficial. Se eu fizesse isso ao longo de uma pré-temporada, todos os analistas entenderiam isso como uma coisa normal, ainda a procura de uma equipe, ainda a procura da melhor ligação entre eles. Como é feito no campeonato, há muitas estabilidade na equipe, não está a conseguir encontrar.

OPÇÃO NO MEIO DIANTE DO CORITIBA
- Como o Romildo é um jogador é que, quando pega o jogo de frente, serve bem, tem boa saída de bola. Aí o Chay, o Victor, o Diego ou o Erison poderiam ser bem servidos pelo Romildo e até pelo Oyama. Só que, nessa saída de bola, nos primeiros minutos de jogo, o Coritiba lanço uma grande pressão sobre os nossos dois volantes e não conseguimos sair da melhor forma para o ataque. Não saímos de uma forma limpa.

- Aí nós temos que lançar mais rápido os nossos homens da frente, encontrar o jogo no meio-campo ofensivo. E os homens da frente tem que ter a capacidade de segurar a bola para depois virem os apoios. Não conseguimos fazer isso nos primeiros momentos do jogo. Conseguimos um pouco mais à frente, e é num lançamento sobre Erison e sobre o Victor que nós conseguimos escalar o jogo e tomar conta do jogo no meio-campo do Coritiba. Primeiro passamos por aqueles momentos de maior pressão e aí não estivemos bem quando levamos a pressão do Coritiba. Estamos desiludidos porque não conseguimos oferecer à torcida aquilo que ela mais gosta, que são os pontos.

SEMANA CHEIA E JOGOS NO MEIO DA SEMANA
- Há várias análises daquilo que são jogos no meio da semana e semanas cheias e semanas não cheias. O que eu vejo ser campeão no final de cada temporada são times que jogam a Champions, que jogam a Liga Europa até o fim, a Sul-Americana até o fim, Libertadores até o fim. Essas são as equipes que, normalmente, são campeãs, que jogam muito. Então, é benéfico ou maléfico as equipes jogarem no meio da semana? Aumenta a competitividade das equipes ou diminui a competitividade das equipes.

- Para mim, que joguei nos últimos anos a Champions, a Liga Europa e tive jogos seguidos, as minhas equipes ganham mais quando jogam no meio da semana. E ganha mais porque a competitividade aumenta, porque os ritmos competitivos aumentam. Portanto, essa forma de olhar para aquilo que é o desempenho de uma equipe tem que ser mais fundo. Muitas vezes aquilo que nós queremos ver instalado nas equipes acontecem pelo volume de jogos. Aí voltamos a falar das pré-temporadas. Na pré-temporada, nós temos jogos sucessivos, e a equipe aumenta a sua competitividade e aumenta as suas ligações. Quanto mais jogos tivermos, mais conseguimos isso rapidamente. O treino é bom para passarmos as nossas ideias, mas os jogos são bons para aumentar a competitividade da equipe.

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