Tiago Nunes fala em 'coisas surreais' que ocorriam na preparação física do Grêmio

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA


O técnico Tiago Nunes voltou a dar declarações sobre o período recente em que dirigiu o time do Grêmio. Desta vez, as afirmações foram feitas para o jornalista Duda Garbi, em entrevista no seu canal do YouTube.

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Desta vez, o profissional que passou pela equipe principal do Tricolor na temporada passada (antes, já tinha atuado como técnico nas categorias de base entre 2013 e 2014) falou em "coisas surreais" que ocorriam na preparação física dos atletas como, por exemplo, jogarem futevôlei fora do período de treinos.

Além disso, Tiago entende que a sua iniciativa de fazer modificações no processo de preparação acabaram auxiliando com que o ambiente não ficasse tão favorável para o desenvolvimento de seu trabalho.

- O Grêmio teve um problema seríssimo de preparação física. O Reverson (Pimentel, preparador físico que segue no clube), quando cheguei, já estava tentando melhorar. Os caras jogavam futevôlei fora do horário de treino para compensar o que não treinavam. Tivemos que acabar com algumas coisas ali dentro que eram surreais. O futebol não estava tão profissional como deveria ser. Quando a gente começa a sistematizar algumas coisas, gera a discórdia, atrito e divergência - detalhou.

Assim como havia feito na fatídica entrevista onde criticou um de seus comandados nos tempos de Ceará e sua preocupação com os pontos no Cartola, Tiago Nunes voltou a mencionar como a dimensão de idolatria alimentada por Renato Portaluppi ajudou com que elementos políticos não influenciassem no elenco:

- O Grêmio utilizou do Renato como imagem de blindar o clube. O cara que passa quatro, cinco anos com esse tamanho dentro do Grêmio, afasta muito as pessoas. Tanto Grêmio quanto Inter são clubes extremamente políticos. No momento que o Renato sai, imagina cinco anos represados, de pessoas que não tinham voz e agora querem ser ouvidas. Internamente, era uma encheção de saco.