Thiago Neves revela curiosidade com treinos de Diniz no Fluminense e exalta Ganso: 'Diferente'

Thiago Neves jogou pelo Fluminense entre 2007 e 2008, em 2009 e em 2012 e 2013 (Foto: Ricardo Cassiano/Lancepress!)


É inegável que Fernando Diniz é um dos principais nomes do Fluminense em 2022. Citado até como possível nome para a Seleção Brasileira, o treinador vem fazendo boa campanha no comando do Tricolor e é admirado pelas mais diferentes figuras. Uma delas é Thiago Neves. O jogador, ídolo do clube, falou em entrevista ao podcast "Papo de Guerreiro", produzido pela FluTV, que gosta e pergunta a quem pode sobre o dia a dia com o técnico.

- Eu gosto. Se fosse mais novo ia querer jogar com ele. Pergunto para todo mundo. Esses dias enchi o Fred de pergunta. Ele colocou um monte de caneca, roda para cá, vem para cá. E é coisa dele, da cabeça dele. Não copiou ninguém, Guardiola, é tudo da cabeça dele. Ele acha que é assim, Tenho curiosidade para ver ele treinar. Dá trabalho jogar contra ele. Tomamos dois sacodes seguidos do Fluminense. Perdemos aqui, acho 4 a 1 pelo Brasileiro, em todos os jogos só corremos atrás.

Veja a tabela do Campeonato Brasileiro

​Thiago também falou sobre o momento de Paulo Henrique Ganso e se tem vaga para o camisa 10 na Seleção Brasileira atual.

- No momento é difícil pelo esquema que a Seleção joga. Quem tiraria? Ele (Ganso) tem muita qualidade. Nem se discute, ele é maestro. Só que pela forma que o Brasil joga, só o Casemiro ali, muito dinâmico, Paquetá. É difícil encaixar ele. Se ele tivesse jogando assim desde o começo do ano ou ano passado, ele estava no grupo (para a Copa do Mundo), tenho certeza. Mas agora que está muito perto - opinou.

O meia exaltou Ganso e a confiança que ele ganhou depois da chegada de Diniz ao Fluminense. Thiago Neves, vale lembrar, vai conversar com o clube ao final da temporada por um possível retorno para encerrar a carreira em 2023. Ele atualmente está sem clube.

- Ele é muito diferente. Ele pensa antes de a bola vir no pé dele, ele clareia o jogo do Fluminense. Quando o Diniz chegou já falou que ele era o maestro, gênio. Em casa vendo o treinador falar isso já vai treinar alegre, muda o jeito de jogar. Foi isso que aconteceu. Ele estava jogando muito na primeira vez do Diniz. O cara vai marcar e ele manda de primeira, dá espaço para um gênio como o Ganso e ele faz o que está fazendo agora - avaliou.

- Vai mais da confiança do treinador de saber a forma que você gosta de jogar e deixar a vontade. O Abel jogava de uma forma, queria que ele jogasse de uma forma que não gosta. Aí chega o Diniz e sabe como usar ele. Era tudo que ele e a gente queria - concluiu.