Semifinalista da Libertadores, CAP tem folha bem menor do que Timão e Galo

Fernandinho foi um dos reforços sem custo do Furacão (Gabriel Machado/Getty Images) (NurPhoto via Getty Images)

Quando o assunto é custo-benefício, poucos clubes no Brasil vão tão bem em 2022 quanto o Athletico. O clube de Mario Celso Petraglia e Alexandre Mattos é semifinalista da Libertadores com uma folha salarial muito inferior aos dos concorrentes brasileiros recém-eliminados, como Atlético-MG e Corinthians.

O Furacão gasta R$ 7 milhões por mês com elenco, comissão técnica e impostos. Galo e Timão custam quase três vezes mais, com folhas que giram na casa dos R$ 20 milhões.

A comparação com Palmeiras e Flamengo, os outros brasileiros vivos na Libertadores, também é desleal. O Verdão banca salários parecidos aos de Corinthians e Atlético-MG, enquanto o Rubro-Negro desembolsa cifras próximas a R$ 30 milhões mensais.

Ou seja, um mês de Gabigol, Pedro, Arrascaeta e companhia equivale a mais de quatro meses do Furacão.

O investimento na montagem do time também revela realidades distintas. O Furacão desembolsou R$ 72 milhões com suas 17 contratações na temporada. Apenas com Everton Cebolinha, o Flamengo investiu R$ 72,5 milhões - a operação pode ultrapassar R$ 90 milhões se Cebolinha alcançar bônus previstos em contrato.

OS REFORÇOS QUE CUSTARAM DINHEIRO NO CAP:
- Vitor Roque: R$ 24 milhões
- Cannobio: R$ 15,5 milhões
- Cuello: R$ 10,3 milhões
- Alex Santana: R$ 10,3 milhões
- Bryan Garcia: R$ 8,5 milhões
- Pablo Siles: R$ 3,5 milhões
TOTAL: R$ 72,1 milhões