Seis dos 12 skatistas medalhistas olímpicos em Tóquio disputarão o STU Open Rio

Australiano venceu no Rio de Janeiro, na tarde deste domingo  (Foto: Julio Defeton/STU)


O skate entrou oficialmente no programa olímpico nos Jogos de Tóquio-2020. E 12 skatistas escreveram seus nomes na história do esporte conquistando as primeiras medalhas de ouro, prata e bronze disponíveis na capital japonesa. Destes, seis estarão no Rio de Janeiro para a disputa do STU Open Rio, a partir da próxima semana, na Praça Duó, na Barra da Tijuca.

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A modalidade Park é a que vai abrir o evento, de 3 a 9 de outubro. Na Olimpíada de Tóquio, o pódio no feminino foi formado pelas japonesas Sakura Yosozumi e Cocona Hiraki e pela nipo-britânica Sky Brown, nesta ordem – ouro e bronze estarão presentes no Rio. Já o pódio masculino teve Keegan Palmer (AUS) no lugar mais alto, seguido de Pedro Barros (BRA) e Cory Juenau (EUA) – o australiano e o brasileiro são presenças confirmadas no STU Open Rio.

Já na modalidade Street, que será realizada de 10 a 16, o pódio das meninas teve o ouro da japonesa Momiji Nishiya, a prata da brasileira Rayssa Leal e o bronze da também japonesa Funa Nakayama – destas, só a xodó do Brasil estará na Praça Duó. Entre os rapazes, o campeão também foi da casa, com o título de Yuto Horigome, com Kelvin Hoefler, do Brasil, e Jagger Eaton, dos Estados Unidos, garantindo as outras medalhas. Deste trio, só o brasileiro estará no Open.

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Mas o público brasileiro também poderá ver em ação praticamente todos os skatistas que representaram o país em Tóquio. À exceção de Letícia Bufoni, os demais estarão na Praça Duó. Além dos já citados Pedro Barros, Kelvin Hoefler e Rayssa Leal, teremos também Pâmela Rosa, Giovanni Vianna e Felipe Gustavo, no Street, e Dora Varella, Yndiara Asp, Isadora Pacheco, Luiz Francisco e Pedro Quintas, no Park. Isso sem falar em vários outros nomes da seleção brasileira que estão na corrida pelas vagas nos Jogos de Paris.

Conheça um pouco mais dos estrangeiros medalhistas olímpicos:

KEEGAN PALMER

Apesar de ter nascido em San Diego, nos Estados Unidos, Keegan Palmer se mudou ainda muito jovem para Queensland, na Austrália, e se tornou cidadão australiano, bandeira que defende e carrega na vida e no skate. Tornou-se profissional do esporte aos 14 anos. Com esta idade, sagrou-se campeão do Dew Tour Am Bowl, em 2017. Dois anos depois, ficou em quarto lugar no Mundial de Skate em São Paulo. Até chegar ao auge da ainda curta carreira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao conquistar a medalha de ouro na modalidade Park, com a impressionante nota 95,83. Chega ao STU Open Rio com 19 anos.

SAKURA YOSOZUMI

Outra campeã olímpica na estreia do skate no programa olímpico, em Tóquio-2020, também na modalidade Park. Yosozumi começou a praticar skate aos 11 anos, em 2013, com o incentivo do irmão mais velho. Apenas três anos depois de começar a andar, ganhou o All Japan Ladies e partiu para campeonatos ao redor do mundo. Em 2018, venceu sua primeira competição como profissional, o Van Pro Tour, no Brasil. No mesmo ano, ainda se tornou a primeira skatista japonesa a conquistar a medalha de ouro no Campeonato Mundial, em Nanjing, na China. Ainda ganhou o ouro no X-Games Ásia na mesma temporada. Outro título importante veio na sequência, em 2019, quando ganhou o Tour Mundial do Vans Park Series, em Salt Lake City, nos EUA. Ainda foi vice-campeã da etapa brasileira do Mundial da World Skate. Tem 20 anos e 1,59m.

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SKY BROWN

Sky Brown nasceu em Miyazaki, no Japão. Mas, por ser filha de mãe japonesa e pai britânico, tem a dupla cidadania até a maioridade. Além de seu pai ser skatista, na sua pré-escola havia uma pista de skate, fatores que a levaram a iniciar no esporte. Já aos 10 anos, tornou-se a skatista profissional mais jovem do mundo. E logo fechou com a Nike, sendo a mais jovem atleta patrocinada pela empresa. E foi no ano seguinte, em março de 2019, que ela anunciou que competiria pela Grã-Bretanha, após ter representado o Japão em competições anteriores. Nesse mesmo ano, foi medalhista de bronze no Campeonato Mundial de Skate, em São Paulo, e ainda foi a primeira mulher a aterrissar um frontside 540, no X-Games. O auge veio em 2021, com o ouro no X-Games, na Califórnia, e o bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, sempre na modalidade Park.