São Paulo abre novo mês de decisões precisando superar 'fiasco' de agosto


'É quinta-feira.' O grito que virou um mantra dos torcedores tricolores no decorrer do ano ganhará um significado representativo de vez no duelo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana ante o Atlético-GO, no Serra Dourada, para o São Paulo. Isso porque o compromisso abre o mês de setembro com a equipe do Morumbi juntando os cacos em meio a seu pior momento na temporada.


GALERIA
+ Confira como estão as negociações para renovações de contratos do elenco do São Paulo para a próxima temporada


Não é mera força de expressão. O Tricolor que inicia a disputa por uma vaga na final da competição que se tornou prioridade máxima do ano luta antes de tudo contra seu próprio desempenho pífio em agosto, quando venceu só dois jogos, empatou um e perdeu outros cinco em oito duelos disputados, tendo o pior aproveitamento de 2022: apenas 29,2%.

E não é um evento isolado. Desde maio o São Paulo apresenta uma queda acentuada de produção. Na ocasião, após registrar 70,4% de aproveitamento, quando chegou a disputar a liderança do Campeonato Brasileiro após a perda do Campeonato Paulista para o rival Palmeiras, o time de Rogério Ceni sofreu com contusões, priorizou outras disputas em detrimento do torneio nacional e viu o resultado em campo mingar mês a mês (50% de aproveitamento em junho e 48,1% em julho).

Pouco para se mantém vivo em todas as frentes de disputa que possui e jogou todas as partidas disponíveis que tinha na temporada até aqui.

Claro que resultados expressivos dentro de campo aconteceram, como a eliminação do mesmo Palmeiras nas oitavas de final da Copa do Brasil, mas a espiral tricolor fez com que a equipe perdesse fôlego no Brasileirão, por exemplo (a equipe desabou para a 13ª colocação, com apenas 29 pontos, a apenas quatro da zona de rebaixamento). É o pior desempenho, por exemplo, entre todos os semifinalistas do principal mata-mata nacional.

O São Paulo que inicia a luta na semifinal da Sul-Americana vem de um agosto em que marcou apenas oito gols (um por jogo), sofreu 11 e acumula quatro partidas seguidas sem vitórias, sendo derrotado em três desses duelos (dois deles no Morumbi). Um desses revés, para o Flamengo, praticamente eliminou o Tricolor da Copa do Brasil.

Diante do cenário, pouco animador na prática para o torcedor, Ceni se segura como dá nos poucos aspectos positivos no período mais tumultuado do São Paulo na temporada: destaca aspectos como as chances criadas pela equipe, as boas atuações de goleiros rivais e aposta no imponderável, o mesmo que fez o time do Morumbi sair classificado nos confrontos ante Palmeiras, Ceará e América-MG.

- Ah, eu prefiro ganhar jogos. Mas prefiro ver meu time jogando bem. Contra o Santos, eu acho que o São Paulo fez do goleiro deles uma das melhores figuras em campo. Contra o Flamengo, tivemos boas oportunidades. Hoje (domingo), mais uma vez, fizemos do goleiro adversário a grande figura do jogo. Se nós continuarmos finalizando e criando oportunidades, chegando ao gol adversário e tendo sempre chances de gol, eu espero que uma hora tenhamos um pouco mais de calma e frieza para fazermos as finalizações que nos deem as vitórias. Repito: o importante é vencer jogos. Nós já ganhamos alguns jogos não jogando tão bem, e eu acho que, nos últimos jogos, nós tivemos muito volume de jogo, criando muitas oportunidades, mas infelizmente não temos convertido em gols. Eu acho que nos momentos bons, quando nós ficamos doze jogos sem perder, e o time estava bem, é mais fácil estar próximo e se ajudar. Nos momentos mais difíceis, como este, nós temos que ter a cabeça no lugar e continuar.

- A impressão que passa é que nós finalizamo muito no gol adversário, e os outros times não finalizam tanto. O Flamengo (finalizou) quatro bolas no nosso gol. O Fortaleza finalizou apenas uma bola no nosso gol. E, se você não pegar aquela bola, não vem outra pra você pegar. Eu já joguei partidas em que a bola quase não chegava ao gol e vinha uma bola por jogo, e joguei em times do São Paulo por 25 anos em que vinham dez doze bolas ao gol. Ou você fazia o seu nome naquele jogo, ou naquele em que vinha uma (bola) você tinha que estar atento para pegar. A chance de o goleiro adversário sair grande do jogo. como hoje (ontem), é sempre maior porque no seu gol só foi uma bola. Não era uma bola simples, fácil de pegar. Às vezes, você até poderia se redimir, se viessem outras, mas só veio aquela. Quem teve a chance de fazer as grandes defesas foi o goleiro adversário. Você tem que parar para pensar: se o goleiro adversário foi o melhor em campo, eles criaram muito. Quer dizer que há alguma coisa boa, alguma coisa no caminho certo. O duro seria se o nosso goleiro fosse sempre o melhor em campo, fazendo oito, dez defesas por jogo. Seria preocupante, porque seria sinal de que nós estávamos dando muita oportunidade aos adversários. Temos que melhorar e tentar não sofrer gols — como na época em que saímos sem sofrer gols em muitos jogos. Mas eu acho que nós estamos bem em número de oportunidades criadas. Temos que não fazer com que o gol do adversário seja tratado como uma coisa comum. Nós temos que nos irritar com isso. Não podemos mais deixar que o adversário faça gols com facilidade em nós - completou o comandante são-paulino.

Assim a torcida espera. Afinal, 'é quinta-feira'!

O DESEMPENHO DO SÃO PAULO MÊS A MÊS

Janeiro/fevereiro
9 jogos
4 vitórias
3 empates
2 derrotas
55,5% de aproveitamento

Março
8 jogos
7 vitórias
1 empate
87,5% de aproveitamento

Abril
8 jogos
4 vitórias
2 empates
2 derrotas
58,3% de aproveitamento

Maio
9 jogos
5 vitórias
4 empates
70,4% de aproveitamento

Junho
8 jogos
3 vitórias
3 empates
2 derrotas
50% de aproveitamento

Julho
9 jogos
3 vitórias
4 empates
2 derrotas
48,1% de aproveitamento

Agosto
8 jogos
2 vitórias
1 empate
5 derrotas
29,2% de aproveitamento

TABELA
> Confira classificação, jogos e simule resultados do Brasileirão-22
> Confira todos os jogos da Copa do Brasil-22
> Confira todos os jogos da Copa Sul-Americana-22
> Conheça o novo aplicativo de resultados do LANCE!