Do risco de rebaixamento ao acesso: relembre a campanha do Vitória na Série C

Vitoria deu a volta por cima e garantiu um lugar na Série B (Foto: Divulgação/EC Vitória)


O último sábado ficará marcado na história do Vitória. Após uma temporada repleta de altos e baixos, o Leão confirmou o seu acesso para a Série B e encerrou o martírio de figurar na Série C nacional.

O ato final da campanha ocorreu no Estádio da Curuzu, em Belém, no Pará. Diante do Paysandu, o rubro-negro segurou o empate por 1 a 1 e garantiu uma das quatro vagas do acesso. O LANCE! relembra os altos e baixos vividos pelo rubro-negro baiano na competição.

INÍCIO COMPLICADO

Após mais um rebaixamento em sua história, o Vitória demorou para juntar os cacos e dar a volta por cima. No Campeonato Baiano, a equipe caiu na fase de classificação e aumentou a pressão para a Série C.

Sob o comando de Geninho, o início não foi o esperado e, depois de sofrer duas derrotas logo de cara, o treinador foi desligado pela diretoria.

Com dificuldade para encontrar um técnico no mercado, Fabiano Soares foi o escolhido pelos gerentes e teve um ótimo início com três triunfos, porém, o time caiu de rendimento e o treinador deixou o clube depois de oito jogos no banco de reservas.

REVOLUÇÃO

Diante do aproveitamento baixo em campo, o Vitória estava na briga para fugir da zona de rebaixamento e com risco de queda em 51%. Acesso? os números apontavam apenas uma chance de 2,6%, ou seja, um lugar na Série B era praticamente improvável.

A cartada inesperada da Diretoria veio com João Burse. O treinador assumiu a equipe na 16ª colocação e a expectativa era a menor possível. Mas de forma inesperada, o comandante arrumou o time dentro de campo e arrancou ao acesso histórico.

QUADRANGULAR ... SÉRIE B

Na segunda fase da Série C, o Vitória caiu na chave B e começou com o pé direito ao bater o Paysandu, em casa. Na sequência, a equipe levou 5 a 1 do Figueirense e emplacou dois empares seguidos com o ABC, o que fez ligar o sinal de alerta.

Na penúltima rodada, o Leão bateu o Figueira no Barradão e entrou na zona de acesso. Fora de casa, diante do Papão, o empate foi o suficiente para ficar em segundo lugar na chave e carimbar o acesso.

DOS PROTESTOS AOS BRAÇOS DA TORCIDA

Assim como a equipe, a torcida do Leão viveu altos e baixos ao longo da campanha. Com apenas três rodadas e sem vitórias, uma organizada do clube promoveu uma manifestação na porta do Barradão e cobrou os atletas.

Com o decorrer da campanha e os resultados em alta, a relação mudou de forma natural. No último jogo da fase de classificação, cerca de 29 mil torcedores foram ao Barradão e empurraram o Leão diante do Brasil de Pelotas. O time correspondeu em campo e obteve uma vitória por 2 a 1.

Com a relação fortalecida, clube e torcedores esperam um 2023 com a manutenção dos pontos altos e menos pontos baixos. Se o improvável acesso virou realidade, um acesso à Série A não será menos que os rubro-negros devem sonhar na próxima temporada.