'Rei de Saquarema', Filipe Toledo se consolida como o nome a ser batido no Circuito Mundial de surfe

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

Nascido e criado em Ubatuba, morador atualmente de San Clemente, na Califórnia, Filipe Toledo possui uma sintonia indescritível com uma pequena cidade da Região dos Lagos. Desde esta terça-feira, foi coroado como o “rei de Saquarema”. Diante de uma praia lotada, venceu com autoridade Samuel Pupo em uma final brasileira, com direito a nota 10, abraços no adversário ainda na água e muita emoção na comemoração no pódio.

— Indescritível conseguir mais uma vitória aqui, com a família junto. Foi difícil conter as emoções no final. Sou o rei de Saquarema? Se estão falando, eu acredito.

Desfalque: Com lesão no joelho esquerdo, Medina está fora de etapa da África do Sul

O informal título é explicado pelo retrospecto do paulista de 27 anos nas ondas do chamado “Maracanã do surfe”. Ele venceu as últimas três etapas brasileiras, em 2018, 2019 e ontem (em 2020 e 2021 o campeonato não foi disputado por causa da pandemia). Tem um título também em 2015, em evento disputado nas ondas do Postinho, na Barra da Tijuca.

A sequência de Filipe não é impressionante apenas em Saquarema. Esta foi a terceira final seguida dele na temporada, a quinta em oito etapas. Venceu em Bells Beach, na Austrália, e foi vice em Portugal, Indonésia e El Salvador. Lidera o ranking com quase 10 mil pontos de vantagem para o australiano Jack Robinson e já está classificado, com duas etapas de antecedência, para o WSL Finals, evento que reúne os cinco primeiros do ranking e decide o campeão mundial em setembro, na Califórnia. Um bom resultado no campeonato da África do Sul, em julho (onde já venceu em 2017 e 2018), pode já lhe garantir a posição de cabeça de chave número 1 no Finals:

— O primeiro objetivo foi alcançado. Agora quero ser o número 1, é essa a meta. O trabalho não para.

Vice-campeão mundial no ano passado, terceiro em 2018 e quarto em 2015 e 2019, Filipe Toledo vem tendo seu ano mais consistente. Em nenhum evento perdeu antes das oitavas. Aliou sua já conhecida velocidade e modernidade a um surfe competitivo e maduro, de linhas bem definidas. Com o WSL Finals novamente marcado para as ondas de Trestles, onde ele costuma treinar quando está em casa, não é precipitação apontá-lo como favorito ao título mundial:

— Estou num momento muito bom da minha vida, tranquilo, leve. Estou surfando feliz.

A vitória de Filipe Toledo coroou um campeonato histórico para o Brasil, que chegou com seis surfistas às quartas de final e formou semifinais 100% verde-amarelas pela primeira vez no circuito. Filipe eliminou Yago Dora, enquanto Samuel Pupo bateu o campeão mundial de 2019 e ouro olímpico Italo Ferreira.

Em seu primeiro ano na elite, Samuel, de 20 anos, mostra que os novos talentos já podem dar fruto antes mesmo do esperado.

— Estou muito feliz com o segundo lugar. Foi uma experiência incrível fazer minha primeira final logo no Brasil, com a torcida. Isso me motivou demais, agora estou de olho na África do Sul — disse Samuel, que saltou para o 11º lugar no ranking, com chances de brigar por uma vaga no Finals.

No feminino, Tatiana Weston-Webb, única brasileira no circuito, foi derrotada por Carissa Moore nas semifinais, em uma reedição da briga pelo título mundial do ano passado, também vencida pela havaiana. Na decisão em Saquarema, Carissa derrotou a francesa Johanne Defay e ampliou sua vantagem na liderança do ranking. Ela também já está matematicamente classificada para o WSL Finals. Tatiana subiu para o sexto lugar, três mil pontos atrás da quinta colocada.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos