Prefeitura de SP vai suspender rodízio de veículos nesta quarta-feira

SAO PAULO, SP, 20/06/2022, BRASIL - QUEDA NO TRÂNSITO EM SAO PAULO - 10:52:53 - As segundas e sextas-feira a capital registra a maior queda nos congestionamentos na cidade. Geral do trânsito na Marginal Tietê sentido Ayrton Senna, visto da ponte das Bandeiras. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
SAO PAULO, SP, 20/06/2022, BRASIL - QUEDA NO TRÂNSITO EM SAO PAULO - 10:52:53 - As segundas e sextas-feira a capital registra a maior queda nos congestionamentos na cidade. Geral do trânsito na Marginal Tietê sentido Ayrton Senna, visto da ponte das Bandeiras. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo vai suspender o rodízio de veículos na capital paulista nesta quarta-feira (29), se a greve de motoristas e cobradores de ônibus for mantida, conforme decisão tomada pela categoria nesta terça (28). Nesse caso, carros com placas finais 5 e 6 poderão circular pelo centro expandido a qualquer horário.

Em assembleia na sede do sindicato na tarde desta terça, na Liberdade, no centro da cidade, cerca de 6.000 trabalhadores resolveram que os ônibus vão parar durante 24 horas, a partir da meia-noite desta terça (28).

Esta é a segunda paralisação em menos de um mês --no último dia 14, após uma greve de aproximadamente 16 horas, a categoria conseguiu 12,47% de reajuste nos salários, retroativo a maio. Agora, motoristas e cobradores pedem hora de almoço remunerada e pagamento de Participação de Lucros e Resultados (PLR).

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as faixas exclusivas e corredores de ônibus também ficarão liberados para circulação de carros de passeio enquanto durar a greve.

A empresa ligada à prefeitura de Tráfego da CET alerta que continuarão valendo normalmente o rodízio de placas para veículos pesados (caminhões) e as demais restrições: Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF).

A Zona Azul também funcionará normalmente, de acordo com a prefeitura.

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região afirmou que há uma decisão liminar que determina manutenção mínima dos serviços de 80% durante horários de pico (6h às 9h e 16h às 19h) e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, caberá multa diária de R$ 50 mil.

O desembargador Davi Furtado Meirelles marcou para às 15h desta quarta-feira julgamento de dissídio coletivo. Segundo o TRT, houve prorrogação até 1º de julho para as partes apresentarem solução para as cláusulas em que ainda não havia acordo, mas os dois sindicatos recorreram à Justiça nesta terça pedindo antecipação.

Por causa da greve nos ônibus, a Secretaria de Transportes Metropolitanos, do governo estadual, disse que irá antecipar a oferta máxima de trens em circulação e ampliar o horário de pico para metrô e trens metropolitanos. E que todas as linhas estarão com frota reserva em condições operacionais.

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