Em dia de vitória da seleção ucraniana, Pelé manda recado a Putin: 'Espero que a violência acabe'

Pelé escreveu uma carta aberta do presidente russo Vladimir Putin (Foto: Reprodução / Instagram)


A Ucrânia deu o primeiro passo por uma vaga na Copa do Mundo do Qatar. A seleção ucraniana derrotou a Escócia por 3 a 1, nesta quarta-feira (1), em Glasgow, e avançou para a última etapa. Para chegar ao Mundial, os ucranianos precisarão vencer País de Gales.

A partida foi marcada por diversas homenagens e protestos em razão da guerra promovida pela Rússia, que invadiu o país há mais de três meses. Antes da bola rolar, os ucranianos receberam um apoio de peso: do Rei Pelé.

Em carta aberta, Pelé demonstrou solidariedade ao povo ucraniano, e mandou um recado para o presidente russo Vladimir Putin. O Rei do futebol endossou o pedido de paz pelo fim da guerra na Ucrânia.

- Daqui a alguns minutos, a Ucrânia joga sua primeira partida oficial desde o início do conflito. Eu escrevi esta carta pessoalmente. Espero que a violência acabe e que possamos juntos construir um mundo melhor - escreveu Pelé.

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Confira a mensagem de Pelé:

"Hoje a Ucrânia tenta esquecer, ao menos por 90 minutos, a tragédia que ainda acontece em seu país. Competir por uma vaga na Copa do Mundo já é uma tarefa difícil. E se torna quase impossível com tantas vidas em jogo.

Eu quero utilizar a partida de hoje como uma oportunidade de fazer um pedido: pare com essa invasão. Não existem argumentos que justifiquem a violência.

Este conflito, assim como todos outros, é perverso, injustificável e não traz nada além de dor, medo, terror e angústia. Não há razão para que ele perdure ainda mais tempo.

Quando nos conhecemos no passado e trocamos um grande sorriso acompanhado de um longo aperto de mão, era inimaginável que um dia poderíamos estar tão divididos quanto estamos hoje.

A guerra só existe para separar nações, e não há ideologia que justifique os mísseis que agora enterram sonhos de crianças, separam famílias e matam inocentes.

Eu já vivi oito décadas, nas quais testemunhei guerras e vi líderes bradando ódio em nome de segurança do próprio povo. Não podemos regredir a esses tempos.

Devemos evoluir.

Anos atrás, eu prometi para mim mesmo que, enquanto eu conseguir, sempre levantarei minha voz a favor da paz. O poder de dar um fim a este conflito está nas suas mãos. As mesmas que apertei em Moscou, no nosso último encontro em 2017."

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