Palmeiras e Abel Ferreira evitam abordar críticas de treinadores e focam em decisões

Abel Ferreira reclama de arbitragem após eliminação do Palmeiras na Libertadores (Foto: Miguel Schincariol / AFP)


Após a classificação do Palmeiras em cima do Atlético-MG nas quartas de final da Libertadores, Abel Ferreira passou a ser ainda mais alvo de críticas e comentários por parte de alguns técnicos brasileiros. Primeiro começou com Cuca, depois passou por Mano Menezes e agora mais frequentemente com Jorginho. No entanto, clube e treinador palmeirense não irão alimentar as polêmicas.

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Segundo apurou o LANCE!, o Verdão não pretende fazer qualquer tipo de manifestação sobre o tema, a não ser que alguma fala contenha teor xenófobo, preconceituoso ou atinja a honra do comandante português. Por ora, a questão é tratada como algo que não afeta diretamente a pessoa e sim o trabalho ou conceitos esportivos. Coisas que não valem "perder tempo" em se debruçar.

A reportagem chegou a ouvir de um conselheiro palmeirense que o clube "tem coisas mais importantes a se preocupar do que com treinadores concorrentes". Os assuntos mais importantes dizem respeito aos jogos decisivos contra Flamengo, Fluminense e Athletico-PR, que são válidos por Brasileiro e Libertadores, respectivamente.

Por parte de Abel Ferreira, a postura é bem parecida. O treinador do Palmeiras não vai responder sobre o tema nas coletivas e não vai alimentar a polêmica. A intenção é não entrar em conflito com os colegas de profissão aqui no Brasil, os quais ele sempre procura elogiar em suas declarações. Além de ser algo que não é de seu feitio.

Acima disso, porém, está o foco nas decisões. Assim como o clube pensa, Abel está focado em preparar seu time para ir em busca dos títulos que ainda restam para o Verdão na temporada, que são o do Brasileirão e da Libertadores. Tanto a comissão técnica portuguesa, quanto os dirigentes alviverdes consideram esses próximos jogos essenciais para se manter nessa disputa por duas taças.

Na visão interna, que também envolve o elenco, não é hora de se preocupar com o que vem de fora e sim com o que se trabalha dentro. A ideia é que ninguém se pronuncie sobre o tema, ou que alimente essa polêmica. Como o próprio Abel diz, a exigência é que cada um faça o seu máximo, que é o que é possível controlar, uma vez que os resultado e as reações de fora não são controláveis.