Olimpíada: Natação brasileira regride a 2014 no 4x100m masculino

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Pedro Spajari compete no 4x100 m masculino em Tóquio (JONATHAN NACKSTRAND/AFP via Getty Images)
Pedro Spajari compete no 4x100 m masculino em Tóquio (JONATHAN NACKSTRAND/AFP via Getty Images)

Não ter subido no pódio do 4x100m livre não chegou a ser uma decepção para a equipe masculina do Brasil. Afinal, os tempos registrados neste e nos últimos anos já apontavam que o quarteto nacional não estava bem cotado para ficar entre os três primeiros. Ainda assim, o desempenho registrado na final da prova em Tóquio pode ser considerado um retrocesso. Não pelo oitavo lugar, mas pelo tempo tão abaixo do esperado.

Com os 3m13s41 não é exagero dizer que o Brasil regrediu sete anos. Isso porque, considerando as principais competições da natação mundial, é o pior desempenho de um quarteto verde e amarelo desde 2014. Na ocasião, os brasileiros registraram um 3m13s49 na final do Pan-Pacífico de Gold Coast, na Austrália.

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Desde então, o país vinha numa crescente na prova. A ponto de ter conquistado a prata no Mundial de Budapeste, em 2017, e o ouro no Pan-Pacífico de 2018, em Tóquio (após desclassificação da equipe americana, que havia terminado em primeiro). Por isso, o resultado deste domingo acabou sendo tão frustrante para a natação brasileira.

Revezamento 4x100m livre masculino do Brasil

Tóquio-2020 - 3m13s41
Mundial-2019 - 3m11s99
Pan-Pacífico-2018 - 3m12s02
Mundial-2017 - 3m10s34
Rio-2016- 3m13s21
Mundial-2015 - 3m13s22
Pan-Pacífico-2014 - 3m13s59

Um dado mostra o quão fora da curva foi o desempenho. Das oito participantes, sete baixaram seu tempo em relação às eliminatórias. Apenas a equipe brasileira foi mais devagar. Para ir à final, nadou em 3m12s59.

O desempenho ruim do quarteto nacional passa principalmente pelos três primeiros a entrarem na água: Breno Correia (48s69), Pedro Spajari (48s24) e Gabriel Santos (48s76). Os dois últimos fizeram as duas piores parciais de toda a prova (de um total de 32). Já Spajari fez o quarto pior tempo. Marcelo Chierighini, que fechou o revezamento, foi o único a nadar na marca dos 47.

- É difícil falar alguma coisa do que foi errado. Tem que fazer na hora. Os times melhoraram muito e nós pioramos. Estávamos com expectativa de todos melhorarem um pouco para fazer 3min11 baixo e acho que nem isso daria medalha. Ficamos bem abaixo do que pensávamos e tínhamos potencial. Não tem o que falar - afirmou Chierighini.

Praticamente sem ser ameaçada, a equipe masculina dos Estados Unidos conquistou o bicampeonato olímpico da prova. O ouro veio com o tempo de 3m08s97. A prata ficou com a Itália (3m10s11). Já o bronze foi para a Austrália (3m10s22).

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