'Zerinhos' são pesadelo para engenheiros da F1; entenda o motivo

Norman Fischer
·3 minuto de leitura

Uma das tradições das decisões de temporadas da Fórmula 1 são os 'zerinhos' dados pelos pilotos da categoria após a corrida que define o campeonato, como forma de comemoração por um título, pela despedida de um competidor ou por alguma outra celebração. Entretanto, o que poucos sabem é que a manobra comumente praticada pelos nomes da elite do esporte a motor mundial nas provas derradeiras pode ser um pesadelo para os engenheiros da F1.

Em 2020, não foi diferente: no GP de Abu Dhabi, que encerrou a atribulada temporada deste ano, os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas, deram 'zerinhos' em para celebrar mais uma taça do time alemão, além da conquista do sétimo título do britânico.

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Tais manobras são muito celebradas pelos fãs, que ficam impressionados com a destreza dos pilotos e com a 'fumaceira' dos pneus, mas a preocupação dos engenheiros é em relação ao motor e à caixa de câmbio dos carros.

Não à toa, é comum ver um integrante de equipe levar as mãos à cabeça quando um piloto dá um 'zerinho', também chamado de 'donut'. No caso da Mercedes, pelo menos, a manobra fora acordada entre diferentes membros da escuderia na categoria máxima do automobilismo.

De todo modo, o estrategista-chefe do time germânico, James Vowles, admitiu que "não é legal" ver a cena. O engenheiro britânico deu detalhes da preocupação causada e citou motivos para evitar a prática.

"Se você acelerar em círculos, está levando o motor para perto do limite. Na transmissão do carro, tudo gira em torno de como você libera a potência. Se você fizer isso gradualmente, tudo bem...", ponderou Vowles.

O dirigente também falou sobre os 'donuts' do GP de Abu Dhabi de 2020. "Você não teve danos permanentes na transmissão, mas também não é uma coisa boa para essa peça", seguiu o importante membro da Mercedes.

“Nosso carro não foi construído para que os pneus traseiros girem 30 segundos ou um minuto nessas circunstâncias”, explicou Vowles, que também lembrou que os carros seriam utilizados no teste de pós-temporada com jovens pilotos na terça-feira seguinte.

Assim, para verificar se os sistemas estavam como desejado, sem danos decorrentes das comemorações após a última bandeira quadriculada do ano, a equipe reconstruiu as máquinas após o final de semana de corrida. O objetivo foi presentear seus testadores com a oportunidade de experimentar o todo o potencial do modelo W11 durante o dia de testes da pós-temporada.

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