Zeca se destaca na lateral esquerda e surge como possível solução para um problema crônico do Vasco

Felipe Melo
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Nas últimas temporadas, uma posição específica foi bastante questionada pela torcida do Vasco: a lateral esquerda. Muitos jogadores passaram por ela, mas nenhum se firmou a ponto de conquistar os torcedores e ter uma sequência de boas atuações. O campeão Olímpico pela Seleção Brasileira em 2016, Zeca, chegou neste início de temporada e tem feito bons jogos, que animaram os vascaínos.

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Posição questionada e problema "crônico"

Com a queda para a segunda divisão, o Gigante da Colina passou por uma queda brusca na receita e teve que se readequar a nova realidade. Dentro desse cenário, uma eleição conturbada, que elegeu Jorge Salgado. O novo mandatário trouxe Alexandre Pássaro como diretor de futebol. Jovem e com muita visão de mercado, o profissional apostou em um toque de experiência.

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Ao olhar para a lateral esquerda, o que se via era um problema crônico com as contratações por esse lado não dando certo. Quem mais atuou por ali foi Henrique, revelado pelo Cruz-Maltino, que ficou mais oito anos seguidos no clube desde que subiu ao profissionais. Contudo, convivia com altos e baixos em suas atuações e sofria questionamentos de parte da torcida.

Desde a ausência de Ramon, recém-aposentado, que ficou durante um longo período lesionado, nenhum lateral-esquerdo se firmou. Fabrício, Neto Borges, Márcio Careca, Thiago Feltri, Christianno, Yotuún, Danilo Barcelos, Júlio César, Diego Renan , Dyeson, William Matheus e Alan Cardoso foram alguns nomes que atuaram na lateral esquerda do clube desde o título da Copa do Brasil 2011 e não renderam.


A busca pela recuperação do prestígio e crescimento na carreira

Ao assinar com o Vasco, Zeca estava em baixa na carreira e não vivia o seu melhor momento. Com muita qualidade, o jogador buscava novos ares para reconquistar a confiança e voltar a crescer na carreira. Aos 26 anos, o lateral teve passagens por Internacional e Bahia, porém não conseguiu se firmar e relembrar aquele atleta do Santos, que chegou a ser cogitado por clubes europeus.

Polivalente, o lateral também pode atuar na direita em determinados momentos que o treinador precisar. Com qualidade, desde sua estreia contra a Caldense, já foram sete partidas, com um gol, de fora da área, no empate contra o Madureira. Dentro do esquema de jogo apoiado do técnico Marcelo Cabo, os laterais usam bastante o corredor, com infiltrações e tabelas.

Diante do Flamengo, o time da Cruz de Malta quebrou um longo jejum de 17 jogos sem vencer o rival. Segundo os números do 'Footstats', Zeca foi o jogador do Vasco com o maior número de passes 29 (23 certo e 6 errados) no confronto. Em finalizações, o lateral repetiu o feito, e liderou essa estatística com 3 chutes a gol (2 certos e 1 errado).

Nos cruzamentos, ele errou mais que acertou segundo os números (1 certo e 3 errados), porém partiu dele a cobrança de escanteio na cabeça de Léo Matos, que abriu o placar logo aos 5 minutos do primeiro tempo. Além disso, foram sete rebatidas, e uma falta sofrida, números que empolgam o torcedor carente de um lateral mais eficiente.

Restam dois jogos para o fim da Taça Guanabara, e o Cruz-Maltino precisa de uma combinação de resultados para garantir a vaga. Porém, o mais importante tem acontecido: Cabo montou uma espinha dorsal da equipe. Sendo assim, ele tem em mente um time-base para a disputa da competição mais importante da temporada: Série B. E Zeca é uma peça importante no esquema do treinador, tanto nos escanteios, quando na marcação, e nas jogadas em profundidade.