Zago fala de “gosto amargo” após empatar em seu primeiro Gre-Nal

Depois de um primeiro tempo dominado por ações do Grêmio, o Internacional perdia o primeiro Gre-Nal do ano por 1 a 0 até o décimo primeiro minuto do segundo tempo. Foi então que as substituições feitas por Antônio Carlos Zago deram certo e a equipe virou o placar com dois gols relâmpagos nos 11 e 13 da etapa complementar. O empate sofrido aos 24, em petardo de Fernandinho, deixou o técnico colorado com um “gosto amargo” na boca, mesmo o jogo sendo na Arena do Grêmio.

“Não estou satisfeito porque, pelo que produzimos, sé estivéssemos 10 a 10 no campo, não tomaríamos aquele gol. Vou com o gosto amargo do empate por aquilo que fizemos no segundo tempo. Tivemos duas oportunidades para fazer o 3×1. Lógico que jogando na casa do adversário, a equipe deu mostras que estamos no caminho certo”, afirmou Zago durante a entrevista coletiva após a partida em Porto Alegre.

O treinador, assim como D’Alessandro, lamentou o fato do Inter atuar com um a menos em campo durante o final da partida deste sábado. No lance do gol, o Colorado tinha dez homens em campo, já que Brenner era atendido por lesão, e nos vinte minutos finais, a equipe viu Carlinhos sentir a coxa sem poder realizar mais uma substituição.

“Infelizmente ficamos com um jogador a menos quando vencíamos. O primeiro tempo foi mais nervosismo, erros de passe, mas a equipe controlava bem o jogo. Tivemos a oportunidade de sair na frente e em contra-ataque tomamos o gol. Mas a equipe retomou as rédeas do jogo, teve mais posse. Foi um jogo equilibrado”, acrescentou o treinador.

Sobre as mudanças, Zago foi para o segundo tempo com Roberson e Nico López no lugar de Charles e Carlos, respectivamente. Ambos foram essenciais para a virada, com o brasileiro diretamente marcando o primeiro gol e o uruguaio criando jogadas e dando velocidade para o ataque da equipe.

“Bom, a nossa equipe não estava saindo rápido quando tínhamos a bola. Estávamos errando muitos passes na saída que proporcionavam as oportunidades do Grêmio. E quando a bola chegava no ataque, não segurávamos para defesa sair. Acabei fazendo duas substituições, o Roberson entrou bem, segura bem a bola e dá tempo para defesa. O Nico teve uma boa participação nos 45 minutos. Puxou contra-ataques, segurou a bola. Se entendeu com o Roberson e o Brenner”, analisou.

Zago também gostou da postura de seus comandados jogando fora de casa contra uma equipe já entrosada e com um bom tempo de trabalho junta. “Querendo ou não, estávamos jogando contra um time que se conhece a um ano e meio, dois. Nós estamos formando o Inter de 2017. É uma oportunidade de estarmos contentes com o que fizemos”, completou o treinador.

Em seu primeiro Gre-Nal como treinador, o ex-zagueiro não escondeu a emoção e vontade de entrar em campo. “É duro que não dá para jogar. O estádio lotado, o clima. A semana que antecedeu o clássico foi diferente para mim. A adrenalina crescendo, o jogo chegando. É um espetáculo à parte”, concluiu Zago sobre o maior clássico do Rio Grande do Sul.