No creo en brujas, pero que las hay, las hay

Goal.com

O PSG foi superior ao Real Madrid dentro de um Santiago Bernabéu lotado, mas sofreu um duro golpe (dois, na verdade) nos últimos minutos e levou para casa uma dolorosa derrota de virada (3 a 1). Neymar teve mais a bola nos pés e chamou bastante o jogo, mas Cristiano Ronaldo acabou por ser o grande nome do confronto. Dois fatos que não surpreendem, convenhamos.

Apesar de ter jogadores rodados, como Daniel Alves, Marquinhos e Cavani, o time francês é, no geral, inexperiente. Passou a sensação de ainda não ter o bom e velho traquejo para segurar um jogo praticamente dominado - lembrando que um empate em 1 a 1 já seria bom resultado. Qualquer descuido é um prato cheio para os tubarões do futebol. O que dizer então de derrapar logo frente ao dono de 12 taças de campeão europeu?

Neymar é craque e não tarda a ser o melhor do mundo. Porém, a estrela de Cristiano Ronaldo brilha nas decisões. Deixou a fase menos favorável de lado no momento em que os merengues mais precisavam dele e chegou embalado para enfrentar os franceses. Não teve grande atuação e nem precisou ser tão participativo, mas resolveu a partida.

Kylian Mbappe Marco Verratti PSG Real Madrid Champions League
Kylian Mbappe Marco Verratti PSG Real Madrid Champions League
Foto: Getty

Temos visto com cada vez menos frequência o peso da camisa e/ou o histórico de um jogador acima da média serem aspectos fundamentais na definição de um placar. Mas, se existem brechas como as dadas pelo PSG diante do Real na parte final do primeiro jogo válido pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, o caminho fica livre para eles provarem que seguem vivos por aí.

Já diria (por coincidência) o ditado espanhol: "No creo en brujas, pero que las hay, las hay" (Não acredito em bruxas, mas que elas existem, elas existem). Pois é...

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