Yndiara Asp sobre mulheres no skate: "Estamos cada vez mais conquistando nosso espaço"

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Yndiara Asp durante prova do park nas Olimpíadas de 2020 (Foto: Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty Images)
Yndiara Asp durante prova do park nas Olimpíadas de 2020 (Foto: Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty Images)

Uma das principais skatistas do Brasil na modalidade park, Yndiara Asp representou o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio. A catarina de 24 anos segue competindo com bastante sucesso, mas também focado parte do seu tempo em questões importantes para o esporte, como a discussão da valorização das mulheres e inspiração para que mais meninas entrem na cultura do skate.

"Tenho trabalhando muito, treinando, participando de campeonatos, eventos em prol do skate. Inclusive, tenho como objetivo fortalecer o skate como cultura e estilo de vida, inspirando mais pessoas principalmente meninas, é algo que busco muito na minha profissão", afirmou a skatista em entrevista ao Yahoo Brasil.

Em 2018, o nome de Yndiara foi bastante veiculado por causa de uma polêmica. Em um torneio realizado em Itajaí (SC) com transmissão da TV aberta, ela venceu a competição feminina e levou R$ 5 mil, enquanto o colega Pedro Barros ganhou R$ 17 mil ao vencer a disputa masculina. A imagem rodou a internet, com muitas pessoas achando injusta a diferença na premiação.

Três anos depois, a skatista vê que o esporte evoluiu nesta parte e tem diminuído algumas das barreiras. 

"Foi um marco muito importante, não só para o skate, mas para o esporte. Sou muito grata de ter sido alertada inclusive pelas mulheres, por uma causa tão importante", disse Yndiara. "Agora eu me vejo na missão de também poder apoiar e alertar as mulheres e meninas da nova geração. A igualdade de premiações foi um grande passo e nós mulheres estamos cada vez mais evoluindo e conquistando nosso espaço."

Após ter o primeiro contato com o skate aos 7 anos e levar o estilo na brincadeira, ela se apaixonou de verdade pelo skate aos 15 anos e não largou mais. Alguns anos depois, veio uma decisão importante: a carreira profissional como skatista ou a faculdade de Educação Física. 

"Foi difícil parar o curso porque já estava tudo encaminhado, faltava pouco para terminar, mas algo dentro de mim falava mais alto quando o assunto era skate… Até tomar uma decisão foi complicado, mas depois que decidi, senti que era a decisão certa pra mim", relembra.

Com boas participações em torneios de 2019 a 2021, ela conseguiu uma oportunidade para poucos: representar o Brasil na primeira vez do skate olímpico, onde conseguiu uma vaga na final, ficando em oitavo lugar. 

"É uma experiência inesquecível, pelo fato de ser o maior evento esportivo e reunir os melhores atletas de todo o mundo, é a sensação de chegar no topo, no auge", conta a atleta. "Você relembra de tudo que passou para chegar até esse momento. Do quanto se esforçou e batalhou para estar ali. E durante os Jogos, aproveitei cada momento. Realmente é algo único."

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