Yamaha x Márquez: primeiro dia de treinos confirma expectativas para Misano

JULIANA TESSER

As dez vezes em que Marc Márquez foi 'barrado no baile' da MotoGP

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O primeiro dia de treinos para o GP de San Marino e da Riviera de Rimini não fugiu do roteiro previsto. Depois de mostrar uma ótima forma no teste realizado há poucas semanas em Misano, a Yamaha começou a sexta-feira (11) com o pé direito e liderou as duas sessões de treinos livres: primeiro com Fabio Quartararo e, depois, com Maverick Viñales.

Após um início de temporada bastante irregular, a marca dos três diapasões acelerou seu processo de desenvolvimento e deu um passo à frente. Nós testes no circuito Marco Simoncelli, por exemplo, a Yamaha levou um braço oscilante de carbono e também um novo sistema de escapamentos, que, aliás, foram para a pista nesta sexta. 

A notória evolução, contudo, não ‘livrou’ a casa de Iwata de Marc Márquez. O líder do Mundial ― como sempre ― apareceu forte e foi o único empecilho para a YZR-M1. Neste início de trabalho na Itália, as quatro Yamaha ficaram dentro do top-5, com o #93 aparecendo como único ‘peixe fora do aquário’. 

Maverick Viñales liderou o primeiro dia em Misano (Foto: Yamaha)


Com 1min32s775, Viñales ficou com o topo da folha de tempos, 0s057 melhor que Quartararo, o segundo colocado. Márquez, então, aparece no terceiro posto, 0s339 mais lento que o ponteiro. 0s695 atrás do companheiro de equipe, Rossi ficou em quarto, com Franco Morbidelli fechando um top-5 coberto por 0s749.


Muito embora a folha de tempos nunca seja um reflexo ideal da competitividade, é curioso notar que a segunda Honda na tabela é a de Cal Crutchlow, que fechou esse primeiro dia em Misano apenas com o 12º tempo. Jorge Lorenzo, ainda longe da forma física ideal, ficou só em 17º.

Do lado da Ducati, o melhor desempenho veio de Michele Pirro. Piloto de testes da marca de Bolonha, o italiano fez a sétima marca do dia, 0s024 à frente de Danilo Petrucci, o oitavo. Andrea Dovizioso ficou com o décimo posto.

Enquanto KTM e Aprilia colocaram representantes no top-10 ― Pol Espargaró foi sexto e Aleix ficou em nono ―, a Suzuki viu Álex Rins apenas em 11º, com Joan Mir só em 19º.

O cenário deste primeiro dia, porém, foi bastante condicionado pelas condições de pista, que tinha bastante menos aderência do que nos testes. Ainda assim, o balanço geral é positivo.

“Eu me senti realmente bem logo de cara nesta manhã”m contou Viñales. “De tarde, nós estávamos testando coisas novas na moto, mais ainda não está claro se é melhor, então voltamos, pilotamos como sempre, e, com pneus novos, encontrei uma aderência muito boa e me senti realmente bem na moto, então foi muito positivo”, seguiu. 

“Mantivemos a mesma mentalidade e vamos tentar continuar trabalhando assim”, frisou.

Ao longo do dia, o #12 chegou a testar novidades levadas pela Yamaha para Misano, mas acabou por voltar à configuração antiga da M1.

“Para mim, ainda precisamos de mais voltas, de mais entendimento, aí vamos ver. Com certeza, nós vamos continuar trabalhando em Aragão no TL1 e aí veremos. No momento, nós não descartamos nada, porque tem aspectos positivos e negativos, mas ainda precisamos de mais voltas”, alegou.


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Segundo na tabela, Quartararo fez uma avaliação positiva deste dia inicial, mas ainda quer melhorias na M1.

“No fim, foi um dia positivo”, resumiu. “A pista estava bem complicada nesta manhã e nesta tarde, a aderência era muito menor do que no teste, então acho que precisamos de um pouco de tempo”, ressaltou. 

“Precisamos de um pouco mais de aderência, mas, no geral, não tivemos um ritmo ruim”, avaliou. “No final, nós fizemos três voltas rápidas com o pneu macio, então ainda temos um pouquinho de trabalho, pois não estamos nos sentindo extremamente bem”, completou.

Estranho no ninho da Yamaha, Márquez também saiu animado da sexta-feira e ressaltou que, por causa do teste recente, os pilotos todos têm um bom ritmo de partida. 

“Não foi mal. Foi mais ou menos como no teste”, disse Marc. “Todos os pilotos da Yamaha são muito, muito fortes, especialmente Quartararo e Viñales, eles estão pilotando muito bem e dá para ver isso na classificação: quatro Yamaha no topo e nós estamos lá no meio como sempre”, comentou. 

“Mas, de qualquer forma, nós estamos trabalhando duro e tentando encontrar as melhores soluções na moto para melhorar coisas pequenas. Nós testamos pneus diferentes e só continuamos pilotando para tentar preparar a corrida para estarmos no pódio no domingo”, continuou.

Marc Márquez foi o estranho no ninho da Yamaha (Foto: Repsol)


Questionado sobre a razão de ter mudado do chassi reforçado de fibra de carbono para o antigo quadro de alumínio, Márquez explicou: “Nós decidimos nos concentrar na nossa base e teremos a pré-temporada no próximo ano. Nós vamos continuar com a nossa base, pois tínhamos algumas dúvidas. Quando você tem dúvidas, é melhor ficar com o que conhece”.

“Em relação a corrida, nós estamos tentando melhorar um pouco em todas as áreas, tentando detalhes pequenos”, contou. “Depois de dois dias de testes, todo mundo está pilotando muito, muito rápido, todos os pilotos tem uma boa base, um bom ritmo, então estamos tentando encontrar o melhor caminho para defender os nossos pontos no campeonato no domingo”, anunciou.

Correndo em casa, Rossi celebrou a boa forma da M1, mas ressaltou que ainda precisa trabalhar no acerto do protótipo #46.

“Hoje a Yamaha parece muito rápida, também com configurações diferentes entre nós e a SIC, por exemplo”, falou Valentino. “Parece que a nossa moto é muito competitiva. Temos uma boa aderência e boa aceleração, e isso é muito positivo”, elogiou. 

“Para mim, pessoalmente, ainda temos muito trabalho a fazer, pois não me sinto fantástico com o equilíbrio, com o acerto. Preciso de um pouco mais de aderência, mas foi uma boa sexta-feira”, considerou. “Ter todas as Yamaha na frente é ótimo, então vamos tentar continuar assim”, finalizou.

Vice-líder do campeonato, Dovizioso admitiu que não está entre os mais rápidos, mas considerou que, aos poucos, a Desmosedici está avançando.

“Nós começamos muito lentamente esta manhã, porque sabíamos que as condições da pista não eram particularmente favoráveis a nós”, explicou. “Fizemos vários testes com o acerto, o que, na minha opinião, foi na direção certa, porque a minha sensação melhorou ao longo das duas sessões”, continuou. 

“Não estamos entre os mais rápidos, mas estamos chegando lá pouco a pouco: com certeza, temos mais trabalho a fazer, mas temos algumas ideias de como melhorar a moto amanhã”, encerrou.


O GP de San Marino e da Riviera de Rimini de MotoGP está marcado para o domingo, às 9h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

Confira os horários do GP de San Marino e da Riviera de Rimini de MotoGP



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