Yamaha vê motor testado em Jerez “muito próximo da versão final”

Redação GP

Chefe da Yamaha, Massimo Meregalli deu uma notícia não muito boa para seus pilotos. O dirigente afirmou que o motor testado em Jerez já está “muito próximo” da versão final, mas reconheceu que Honda e Ducati seguem na frente na MotoGP.

De acordo com Meregalli, é improvável que a Yamaha leve atualizações maiores para o teste de Sepang, na pré-temporada. O motor testado por Valentino Rossi e Maverick Viñales desde as atividades em Valência mostrou evolução em relação ao antecessor, mas ainda com um déficit importante em relação às motos rivais. 

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Valentino Rossi (Foto: Yamaha)


Paddockast #44

RETROSPECTIVA 2019: MUITO QUE BEM, MUITO QUE MAL


Ouça: Spotify | iTunes | Android | playerFM






“É, nós melhoramos, mas elas [Ducati e Honda] também melhoraram”, disse Meregalli. “Aqui [Jerez], como você sabe, não é um circuito onde a velocidade máxima faça diferença, e, também checando os resultados, no fim, o atraso não é tão grande. Mas, com certeza, em Valência foi maior”, seguiu.

“Como disse antes, nós esperamos receber pequenas atualizações em Sepang, mas não espero algo maior, porque, como você sabe, dirigibilidade, durabilidade, é muito importante”, avaliou. “Para chegar nesse ponto, os engenheiros gastam muito tempo e, por isso, não posso imaginar... não é a versão final, mas estamos muito próximos”, explicou. 

Questionado pela revista inglesa ‘Autosport’ se as declarações de Meregalli eram preocupantes, Rossi respondeu: “Sim. Para mim, o motor está numa boa direção, mas a diferença [de velocidade final] ainda é grande, pois, se você tem 10 km/h, 9 km/h [de diferença], quando você tem retas mais longas, é um problema”.

“Nós sentimos algo, mas precisamos de mais. Espero que possam melhorar um pouco para o próximo ano”, torceu.

No teste em Jerez, a Yamaha deu os novos motores para Franco Morbidelli e Fabio Quartararo avaliarem. O italiano avaliou que o motor é “mais nervoso” nas marchas mais altas, mas “mantém a alma da Yamaha”.

“Testei a nova especificação e tive um bom feeling com ela”, contou Franco. “Parece um pouco mais rápido, um pouco mais nervoso em quinta e sexta marcha. Isso é o que nós queríamos e é positivo”, comentou.

“Ainda mantém a alma da Yamaha, o motor tem a alma da Yamaha. É realmente suave. Estou feliz com o trabalho que eles fizeram”, resumiu.

Perguntado sobre o que mais espera do motor, Morbidelli respondeu: “Eu gostaria de ter mais potência e manter a dirigibilidade que a moto e o motor têm”.

“Não sei se eles vão conseguir fazer isso, mas parece que esse motor já é um passo”, encerrou.


Apoie o GRANDE PRÊMIO: garanta o futuro do nosso jornalismo


O GRANDE PRÊMIO é a maior mídia digital de esporte a motor do Brasil, na América Latina e em Língua Portuguesa, editorialmente independente. Nossa grande equipe produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente, e não só na internet: uma das nossas atuações está na realização de eventos, como a Copa GP de Kart. Assim, seu apoio é sempre importante.


Assine o GRANDE PREMIUM: veja os planos e o que oferecem, tenha à disposição uma série de benefícios e experências exclusivas, e faça parte de um grupo especial, a Scuderia GP, com debate em alto nível.






Leia também