WTA se manifesta sobre sumiço de tenista que acusou assédio sexual

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MELBOURNE, AUSTRALIA - JANUARY 23: Shuai Peng of China plays a backhand during her Women's Doubles first round match with partner Shuai Zhang of China against Veronika Kudermetova of Russia and Alison Riske of the United States on day four of the 2020 Australian Open at Melbourne Park on January 23, 2020 in Melbourne, Australia. (Photo by Clive Brunskill/Getty Images)
Tenista Peng Shuai denunciou caso de assédio sexual por político chinês. Foto: (Clive Brunskill/Getty Images)

O CEO da WTA (em português, Associação de Tênis Feminino), organização internacional que regula as competições de tênis feminino, publicou uma declaração em que afirma ter dificuldades para acreditar que Peng Shuai foi a autora legítima do e-mail recebido pela Associação em que confirma estar segura e livre de ameaças físicas.

No documento, Steve Simon diz que "Peng Shuai demonstrou uma coragem incrível ao descrever uma alegação de agressão sexual contra um ex-alto funcionário do governo chinês. A WTA e o resto do mundo precisam de uma prova independente e verificável de que ela está segura. Tentei repetidamente entrar em contato com ela por meio de várias formas de comunicação, sem sucesso".

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O paradeiro da ex-número 1 do ranking mundial de tênis é desconhecido desde que Shuai revelou o episódio de assédio sexual cometido Zhang Gaoli, ex-vice-premiê chinês. Atletas como Naomi Osaka e Novak Djokovic também manifestaram preocupação com a tenista chinesa. Osaka compartilhou que foi informada do desaparecimento de Shuai e que espera que ela esteja bem. Já Djokovic demonstrou surpresa com o caso e prestou votos que a tenista seja encontrada.

A tenista de 36 anos fez a acusação na rede social Weibo, único microblog permitido no país asiático, conhecido por muitos como o “Twitter chinês”. Minutos após a publicação, o post acabou censurado e retirado do ar, mas os prints e principalmente a publicação da jornalista japonesa Emily Peng, correspondente do canal de TV NPR em Pequim, fizeram o assunto rodar o mundo.

Zhang, hoje com 75 anos, foi vice-premiê da China entre 2013 e 2018. Ele também foi secretário do partido na província de Shandong e integrou o Comitê Permanente do Politburo entre 2012 e 2017.

Por anos, casos de assédio e abuso sexuais raramente foram abordados publicamente no país. O cenário mudou em 2018, quando o movimento #MeToo chegou à China, após uma estudante universitária em Pequim acusar um professor de assédio. O episódio chamou a atenção de ONGs, da imprensa e de outros setores.

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