Wolff: F1 pode aprender com exibição de Alonso com carro de 2005

Luke Smith
·3 minuto de leitura

Antes da última corrida da Renault na Fórmula 1, já que a equipe passará a ser chamada Alpine a partir de 2021, a categoria organizou uma celebração da montadora, reunindo Fernando Alonso com o R25, carro que lhe rendeu o título de 2005. E para Toto Wolff, as exibições do espanhol, que mexeram com o paddock, deveriam servir de lição para o futuro da F1.

Alonso fez saídas com o R25 nos quatro dias do final de semana em Abu Dhabi, com o motor V10. E a natureza leve e ágil do carro impressionou o paddock. Segundo o espanhol, o teste mostrou que a F1 sente falta do som do V10 e que as pessoas "sentem falta da F1 que se apaixonaram quando eram mais jovens".

Leia também:

Red Bull não tem planos para buscar novo patrocinador máster após saída da Aston Martin Haas considera manter privado ações ou consequências sobre caso Mazepin Pietro revela busca para “manter pé na F1” e vaga na Indy em 2021

Daniel Ricciardo disse que o teste mostrou que a F1 atual sofre com a falta de um "fator uau" e que os carros mais antigos tinham um "fator medo" em comparação com o modelo atual.

Perguntado sobre a exibição, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse que a F1 tinha que trabalhar para compreender os fatores que tornaram aquele carro algo tão impressionante na pista, mas deixou claro que o motor V10 simplesmente não tem lugar no esporte moderno.

"O carro com o motor V10, de um lado, é uma relíquia do passado, de um momento em que a redução das emissões de CO2 não estavam nas cartas e a mobilidade elétrica não existia".

"Estamos entrando em uma nova era, mas isso também significa certos comprometimentos. Mas eu concordo que aquele carro é espetacular. Muito ágil, pequeno, 150kg mais leve, um motor gritante".

"Quando você olha para as imagens na TV, ele parece ir muito mais rápido que os atuais. Há algo que precisa ser aprendido com isso. Acredito que sempre há como aprender".

"Acho que ninguém questiona ter o carro ali, e agora precisamos analisar por que ele foi tão atraente para nós. É a experiência audiovisual? Mas quando eu vi as imagens sem o som, ainda assim parecia incrível, por que isso? Precisamos entender".

"Somos pessoas envolvidas com o esporte e precisamos melhorar. Mas acho que todos nós, incluindo a F1 e as organizações locais, precisamos ver o que é possível fazer".

Esteban Ocon, que cresceu vendo carros como o R25, concordou com Wolff falando que, apesar dos carros serem impressionantes, o mundo virou um novo capítulo desde então.

"É verdade que sentimos falta disso. Acho que, quando as pessoas pensam na F1, elas pensam nisso. Os carros atuais são melhores para pilotar, mais rápidos, com maior potência e mais torque. Eles são melhores e os mais rápidos da história. Se tivessem um som desses, provavelmente seriam ainda melhores".

"Mas precisamos viver em nossa época. O mundo está evoluindo e o mesmo precisa ser dito pela indústria. Os carros tem cada vez menos barulho, e com isso você perde um pouco da emoção. Mas eles são rápidos, mais eficientes e mais confiáveis. Simples assim".

Nova parceria com ThePlayer.com, a melhor opção para apostas e diversão no Brasil

Registre-se gratuitamente no ThePlayer.com e acompanhe tudo sobre Fórmula 1 e outros esportes! Você confere o melhor conteúdo sobre o mundo das apostas e fica por dentro das dicas que vão te render muita diversão e também promoções exclusivas. Venha com a gente!

Kvyat fora da AlphaTauri! ENTENDA o impacto da mudança e VEJA como está o mercado da F1 21

PODCAST: Como ficará marcada a temporada de 2020 da F1?

Your browser does not support the audio element.