Após suspeita de fraudes, Witzel afasta Iabas da gestão dos hospitais de campanha do RJ

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Foto: Luis Alvarenga/Getty Images
Foto: Luis Alvarenga/Getty Images

Wilson Witzel (PSC) assinou, no fim da noite desta terça-feira (02), um decreto que retira o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) da construção e gestão dos sete hospitais de campanha do estado. As informações são da TV Globo.

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Idealizados com o objetivo de frear a pandemia do novo coronavírus, os hospitais, em sua maioria, estão com as obras atrasadas e não foram entregues. De acordo com a emissora, na madrugada desta quarta-feira (03), a Polícia Militar foi acionada para ir aos hospitais para que se evitassem a retirada de equipamentos.

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A promessa do governo Witzel era de que todas as unidades estariam funcionando até o dia 30. Mais de um mês depois do prazo inicial, apenas o hospital de campanha do Maracanã está funcionando e sem todas as suas alas disponíveis.

Para piorar o quadro, as outras unidades sequer têm data de inauguração. As unidades de Nova Iguaçu e São Gonçalo já foram adiadas cinco e quatro vezes, respectivamente.

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Além das três unidades citadas acima, há ainda a promessa dos seguintes hospitais: Duque de Caxias, Nova Friburgo, Casimiro de Abreu e Campos dos Goytacazes.

De acordo com a Globo, a Controladoria Geral do Estado (CGE-RJ) emitirá uma resolução suspendendo qualquer repasse ao Iabas.

A Fundação Estadual de Saúde deve assumir a conclusão das obras e a gestão das unidades.

A Controladoria Geral do Estado (CGE-RJ) informou que vai emitir uma resolução oficial suspendendo qualquer repasse ao Iabas.

O Rio de Janeiro é o segundo estado mais atingido pela Covid-19, atrás apenas de São Paulo. São 5.686 mortes e 56.732 casos confirmados, de acordo com o boletim mais recente do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça.

Operação Placebo

No último dia 26, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar possíveis fraudes nos contratos envolvendo os hospitais de campanha.

O governo Witzel anunciou o montante de R$ 1 bilhão para o combate à pandemia. R$ 836 milhões desse todo foram destinadas para o Iabas em contratos emergenciais, sem licitação.

A Operação Placebo cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, um deles no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel e outro na casa dele no bairro do Grajaú, na capital fluminense.

Depois da ação da PF, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) vetou todos os pagamentos da Secretaria de Estado de Saúde para o Iabas.

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