Willian fala sobre o Corinthians e quer disputar mais uma Copa do Mundo

Redação Esportes
Willian em partida do Chelsea. (Foto: Darren Walsh/Chelsea FC via Getty Images)
Willian em partida do Chelsea. (Foto: Darren Walsh/Chelsea FC via Getty Images)

Por Turco (@bastidoressccp)

2007 ficará marcado eternamente na memória de todos os torcedores do Corinthians. O ano que decretou o único rebaixamento do time, porém, também apresentou ao mundo um dos grandes nomes do futebol brasileiro na atualidade. Revelado no antigo “terrão”, Willian, meia do Chelsea e da seleção Brasileira, destoava em um dos piores elencos já montados pelo clube do Parque São Jorge.

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Após se destacar no primeiro turno do Brasileirão, o jogador, que ficou uma década no alvinegro e viu sua história no futebol começar em uma escolinha do ex-jogador e ídolo Marcelinho Carioca, se transferiu para o Shakhtar Donetsk, fato que, para muitos torcedores, decretou de vez qualquer chance de permanência do time na primeira divisão. Pelo time ucraniano, o meia mais uma vez sobressaiu, com grandes atuações, além de 39 gols em 222 jogos realizados. Após breve passagem pelo russo Anzhi Makhackala, chegou ao futebol inglês, onde está há seis anos. Com contrato válido somente até o meio de 2020, muito se especula sobre o seu futuro do jogador, principalmente entre os torcedores do Corinthians, que viram na possibilidade de o meia assinar um pré-contrato como uma chance de retorno imediato. Entretanto, a volta, nesse momento, ficará apenas no sonho.

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Em entrevista exclusiva ao Yahoo Esportes, o jogador garante que, por enquanto, quer permanecer na Europa. “Tenho um carinho muito grande pelo Corinthians, pois foi o clube que comecei, passei quase 10 anos e continuo acompanhando e torcendo. Mas, na minha carreira procuro fazer as coisas passo a passo e nesse momento não tenho planos de voltar ao Brasil. Por isso não é hora de alimentar expectativa e de falar sobre hipóteses”, revela o jogador, que já deixou claro diversas vezes que dará prioridade ao clube, onde disputou 41 partidas e anotou dois gols pelo profissional.

Mesmo longe, entretanto, o jogador segue acompanhando o Corinthians e o futebol nacional, que, hoje, vive a moda do técnico estrangeiros, após as conquistas do Campeonato Brasileiro e da Libertadores pelo Flamengo, comandado pelo português Jorge Jesus; e do trabalho elogiável feito pelo argentino Jorge Sampaoli, no Santos. Mesmo com esse “domínio”, Willian não considera que os treinadores brasileiros estão abaixo tecnicamente e taticamente. “Acho complicado generalizar. Temos ótimos treinadores brasileiros, portugueses, ingleses, etc. O que define se o treinador é bom não é a nacionalidade. O futebol brasileiro vive ‘a moda do treinador estrangeiro’. Já teve a moda do treinador jovem, a moda do treinador mais experiente. Vejo muita moda e pouca convicção, pouco trabalho de longo prazo. Acho que o problema não está nos treinadores, mas na nossa cultura futebolística”, opina.

Convicto em seguir na Europa, a dúvida agora é se permanecerá no futebol inglês. Muito se fala sobre a possibilidade de o jogador ter o atacante Messi - pela sexta vez escolhido o Bola de Ouro da FIFA - como companheiro, em 2020. Isso porque, Willian foi um dos nomes buscados pelo Barcelona nas últimas três janelas de transferências e, na Espanha, o contrato no fim com o clube inglês é visto como a grande oportunidade de o clube Catalão finalmente conseguir a contratação do meia brasileiro. Sobre essa possibilidade, o jogador diz que “prefere não pensar”, e se mostra confortável em seguir na Inglaterra.

“Já declarei várias vezes meu desejo é permanecer no Chelsea. Gosto muito do clube, me sinto muito bem acolhido aqui, assim como a minha família, e adoramos viver em Londres. No entanto, estou em plena temporada e procuro não ficar pensando nisso para não perder o foco no campo. Meu agente e o clube estão conversando e espero que possamos ter boas novidades em breve. Em janelas de transferência é normal haver propostas e especulações, ainda mais para jogadores que estão em final de contrato. Mas, meu foco está 100% no Chelsea e na temporada”, afirma.

Em um grande momento no Blues, com 20 jogos, três gols e três assistências, Willian também quer manter o bom nível para seguir sendo convocado para a Seleção Brasileira, onde teve sua primeira chance em 2013, nos amistosos contra Honduras (quando marcou seu primeiro gol) e Chile, mas, onde ainda é visto, por alguns, com desconfiança, por não conseguir repetir o mesmo futebol com a amarelinha de quando joga no seu clube.

“É normal haver análises positivas, negativas e divergentes. Já ouvi gente dizer também que na seleção estava jogando melhor que no Chelsea, após bons jogos que fiz pelo Brasil. Acho que a minha presença constante na seleção nos últimos seis anos fala por si só. Ninguém é convocado para a seleção tantas vezes, disputa duas Copas do Mundo, sem apresentar resultados. Pode ser que em alguns momentos não correspondi à expectativa de alguns, mas, sinto que muita gente confia no meu trabalho e fico feliz por isso”.

Interessado em disputar mais uma Copa do Mundo, Willian, que, em julho, foi peça fundamental da conquista brasileira da Copa América, chegaria ao mundial do Catar, em 2022, com 34 anos. Ciente da grande disputa que terá pela frente, por se tratar de uma posição com muitos nomes de qualidade no futebol brasileiro, o meia já tem a receita para seguir sendo lembrado pelo técnico Tite. “Ainda é cedo para falar, mas a única forma de ter chance de disputar mais uma Copa é seguir me cuidando e continuar bem no meu clube. É isso que vou fazer”, diz.

Se dentro de campo Willian já tem uma carreira totalmente consolidada, fora das quatro linhas, o jogador já dá os seus primeiros passos pensando no futuro, mesmo ainda longe de encerrar a carreira. Recentemente, o atleta lançou um curso online para auxiliar jogadores a terem o mesmo sucesso obtidos por ele em seus 14 anos de experiência profissional. A ideia foi criada por sua esposa, em conversas com alguns amigos, e a intenção é instruir, mostrar o caminho e as formas corretas de atingir os objetivos no futebol e também na vida. “O curso se chama ‘Como se tornar um jogador de sucesso’, mas, na realidade, foi criado para instruir como ser um profissional de sucesso, seja qual for a área de atuação. Está sendo bem legal essa experiência. Realmente, é um legado que quero deixar e espero que possa ajudar muitas crianças e adultos e servir de inspiração”, conclui.

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