Willian chega badalado, mas vira banco e decepciona no Arsenal

Mauricio Andrade
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Arsenal's Brazilian midfielder Willian reacts during the English Premier League football match between West Bromwich Albion and Arsenal at The Hawthorns stadium in West Bromwich, central England, on January 2, 2021. (Photo by Rui Vieira / POOL / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE. No use with unauthorized audio, video, data, fixture lists, club/league logos or 'live' services. Online in-match use limited to 120 images. An additional 40 images may be used in extra time. No video emulation. Social media in-match use limited to 120 images. An additional 40 images may be used in extra time. No use in betting publications, games or single club/league/player publications. /  (Photo by RUI VIEIRA/POOL/AFP via Getty Images)
Willian durante partida da Premier League em janeiro de 2021 (RUI VIEIRA/POOL/AFP via Getty Images)

LONDRES (INGLATERRA) - Após sete anos defendendo o Chelsea, Willian não pensou duas vezes para aceitar uma proposta do Arsenal ao fim do seu vínculo com o vizinho de Londres. Um contrato de três anos deixava clara a intenção dos Gunners, era difícil de negar: ele chegaria para ser a referência de uma equipe em transformação, que almejava voltar ao topo do futebol inglês. No entanto, em menos de seis meses, a realidade que o brasileiro enfrenta é totalmente oposta do esperado.

Apesar de já viver momentos irregulares no Chelsea, a contratação de Willian, em agosto de 2020, seguindo os mesmos passos de David Luiz, trouxe esperança aos torcedores do Arsenal por conta de seu fim de temporada. Nos últimos 15 jogos pelo Blues, o brasileiro somou seis gols e quatro assistências.

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"É o tipo de caráter que eu quero. É o tipo de jogador que, quando as coisas ficam difíceis durante um jogo, assume a responsabilidade, quer a bola e quer vencer para o time. Acredito que o Willian é um jogador que pode fazer a diferença para nós", declarou na época Mikel Arteta, técnico do Arsenal.

A empolgação da torcida foi incentivada pelo alto investimento que o clube, que tem Edu Gaspar como diretor de futebol, fez em Willian. Mesmo aos 32, e já longe de seu melhor momento, o brasileiro acertou um contrato de três anos, recebendo em torno de 880 mil libras por mês (R$ 6,6 milhões na cotação atual) - o tornando o 10º jogador mais bem pago de toda a Premier League, na frente de nomes como Mohamed Salah (Liverpool) e Harry Kane (Tottenham).

Seu futebol, no entanto, ficou longe do esperado. Cinco meses após sua estreia, Willian acumula somente 25 jogos pelos Gunners, sem nenhum gol marcado e com apenas três assistências. O pífio desempenho o fez amargar o banco de reservas e, possivelmente, viver o pior momento de sua carreira. Ele ficou no banco nos últimos cinco jogos, com apenas 90 minutos somados - em um deles sequer foi utilizado.

Na última quinta-feira (18), contra o Benfica, pelo primeiro mata-mata da Liga Europa, mesmo precisando de força ofensiva para tentar reverter o 1 a 1 no placar, Willian foi colocado apenas nos acréscimos, com apenas um minuto para o fim do jogo.

"Não digo que seja injusta (as críticas), já que a expectativa era realmente alta por o que ele poderia produzir em termos de gols e assistências", disse Arteta. "Você espera ele como uma peça do time titular, então é normal que falem essas coisas sobre ele".

Arteta, porém, ainda tenta manter viva a esperança depositada no brasileiro no início da temporada. "O que ele está fazendo, a maneira como está treinando e todo seu esforço pela equipe, é o que eu espero. Se ele tem mais ou menos sucesso nos jogos, é um outro problema. Com a qualidade que ele tem, vai aparecer".