Willian Arão comenta mudança de posição e não joga toalha pelo título: 'Temos que fazer nossa parte'

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Um dos líderes do elenco do Flamengo, o volante - e agora também zagueiro - Willian Arão concedeu entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, no Ninho do Urubu. Sobre a mudança recente de função, o jogador se disse confortável em atuar fora da posição de origem e destacou que o objetivo principal é sempre ajudar o clube rubro-negro.

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- Me sinto (confortável). Obviamente, minha posição de origem é volante, mas estou aqui para ajudar o Flamengo. Se o Rogério entende que ali eu vou ajudar mais do que como volante, estou aqui para ajudá-lo, estou tentando fazer o meu melhor. Vou sempre fazer meu melhor independente da posição que eu jogar. Sempre que eu vestir esse Manto, eu vou dar a vida para honrar. Eu tenho treinado, então não é novidade para mim.

Após a derrota para o Athletico-PR, o Flamengo viu as chances de título do Brasileirão diminuírem consideravelmente. Na quarta posição, com 55 pontos, a equipe está a sete do líder Internacional. Apesar das circunstâncias, Arão diz ainda acreditar na conquista do bicampeonato brasileiro.

- Enquanto matematicamente tiver chances, a gente vai acreditar. Me disseram que em 2009, foi campeão nos últimos 45 minutos. Então por que eu não posso acreditar? Faltando sete rodadas, com muita coisa para acontecer, com confrontos diretos. A gente nunca deixou de acreditar. Mas não podemos pensar nos outros, temos que fazer nossa parte e ganhar nossas partidas.

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Outro tema tratado na coletiva foi a oscilação do Flamengo na temporada. Para Willian Arão, as trocas de treinadores influenciaram nessa falta de regularidade, mas os atletas também têm responsabilidade pelo momento atual, e a melhora de fase se passa por vencer as partidas.

- De fato, toda equipe do mundo que troca de treinador tem essa oscilação, é normal. Mudança de esquema, de treinamento, de postura. Porém, a gente tem que ganhar os jogos. Acho que a gente vem fazendo bons jogos. Os que a gente perdeu ou empatou, acho que a gente poderia ter vencido. Faltam algumas coisas, sem dúvida, mas é o que a gente vem trabalhando no dia a dia. Talvez uma concentração maior no último passe, na hora de finalizar ou tirar uma bola. A gente vê os erros e tenta corrigi-los.

Confira outras respostas de Willian Arão na coletiva:

CONFIANÇA DE ROGÉRIO CENI
Me colocar como zagueiro é uma demonstração da confiança que ele tem no meu futebol. Ele quer usar minhas características para ajudar o time, então eu estou aberto a isso, porque eu quero ajudar o Flamengo e vencer no final. Não importa de que forma. Sem dúvida nenhuma, ele é uma pessoa importante para mim e para o elenco todo. Ele passa confiança para todos.

FALTA DESEJO?
Temos desejo, o que nos motiva todos os dias é ganhar taça, marca história com essa camisa. Nunca vai faltar. Estamos dando a vida todos os dias. Nem sempre é possível, mas não desistimos nunca.

OSCILAÇÃO DENTRO DAS PARTIDAS
Natural oscilar durante os jogos. A partida tem 90 minutos, e às vezes são vários jogos dentro dos jogos. Uma mudança de peça, de estratégia, correção de uma situação... Tem horas que somos atacados e precisamos nos defender. Não dá para marcar pressão 90 minutos. Temos que desmistificar isso.

FRUSTRAÇÃO PELA FALTA DE TÍTULOS
Frustrante sempre é, porque você inicia toda temporada pensando em ganhar títulos. Sempre que você não ganha é frustrante. É natural. Mas a gente tem que analisar, como um todo, como foi a temporada, todo mundo tem que assumir a parcela de responsabilidade. Mas o campeonato ainda não acabou.

PEDRO E GABIGOL JUNTOS
Se eu fosse o treinador, poderia responder (risos). Mas o técnico é o Rogério. Eu sou pago para entrar em campo.