Williams anuncia chinesa ROKiT como patrocinadora-máster e apresenta pintura azul e branca do FW42

PEDRO HENRIQUE MARUM

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À procura de recuperação após o desastre que foi a temporada 2018, a Williams apresentou nesta segunda-feira (11) a pintura com que vai disputar competir em 2019. A apresentação realizada na fábrica da equipe, na cidade inglesa de Grove, foi apenas da estrutura de cores e pintura, mas surgiu também o novo patrocinador-máster: a ROKiT, fábrica chinesa de smartphones. O novo FW42 vai aparecer completo apenas no começo da pré-temporada.

A nova pintura era uma grande dúvida na Williams, visto que o esquema de cores anterior estava ligado à parceria-máster com a Martini, que terminou no fim de 2018. Agora, com novos parceiros, apresenta um visual bastante repaginado: um fundo branco com degradê em tom de azul bebê.


"Gastamos muito tempo [pensando] nessa pintura. Foi tudo feito dentro da nossa casa, nós temos uma ótima equipe criativa", afirmou disse a chefe-adjunta Claire Williams. "Queria uma pintura que contasse a história sobre onde a Williams está e o futuro que acreditamos ter", seguiu.

 

"As cores tradicionais da Williams são azul marinho e branco, mas eu queria fugir disso. Queria mostrar ao mundo que somos uma marca revigorada e revitalizada", finalizou.


O Williams FW42 (Foto: Williams)




Sobre a nova parceria da Williams, Claire também falou. De acordo com ela, é a nova parceira certa para um "futuro de sucesso". 


"Estamos encantados em dar as boas-vindas para a ROKiT à nossa equipe como parceira para a temporada 2019 e além. Compartilhamos valores e aspirações semelhantes com a ROKiT; principalmente quando colocamos a engenharia e a inovação no núcleo de tudo que fazemos em nossa busca para sermos os melhores. É a plataforma perfeita para começar uma associação", disse.

 

"A ROKiT está numa viagem emocionante no mundo das telecomunicações, assim como a Wiliams enquanto construímos a equipe para um futuro de sucesso. Tomar esse caminho juntos nos fará mais fortes em nossos esforços, e por isso não posso esperar para começar", declarou.


Jonathan Kendrick, presidente da ROK Brands, companhia-mãe da ROKiT, também falou sobre o acordo.

 

"Com o lançamento de ROKiT, em 2019, queríamos uma plataforma global que nos ajudasse a contar nossa história de inovação. A Williams é o parceiro perfeito. Com eles podemos levar a F1 ao público através de nossa tecnologia 3D sem óculos e nossas capacidades de Wi-Fi", explicou. 

 

"Nosso objetivo é fazer com que a F1 seja ainda mais acessível para todos. A Williams existe puramente para competir no mais alto nível de corridas de carro, e vemos que a emocionante parceria entre ROKiT e Williams é o começo de um caminho emocionante e ambicioso de regresso ao pódio", falou.


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Depois de uma retomada entre 2014 e 2017, onde ficou sempre entre a terceira e quinta colocações do Mundial de Construtores, a Williams despencou de qualidade em 2018. Marcou apenas sete pontos em todo o campeonato e terminou com o décimo e último lugar na classificação geral.


É Claire quem segue na chefia de fato da equipe inglesa, enquanto Paddy Lowe comanda o segundo projeto dele após a saída da Mercedes. Dave Redding, diretor-esportivo contratado em meados do ano passado, está por trás do projeto da Williams pela primeira vez. Claire, inclusive, está confiante e acredita que a equipe tem todas as condições de brigar para ser 'melhor do resto' já neste ano.

A dupla de pilotos foi mudada. Os dois lá estavam na apresentação. Robert Kubica retorna ao grid da F1 quase uma década após ser afastado por conta do acidente no Rali Ronde di Andora, em fevereiro de 2011 e que quase custou sua vida. De forma inesperada, Kubica consegue agora, aos 34 anos de idade, regressar ao grid. O outro é George Russell, uma promessa tutelada pela Mercedes e que vem do título da F2. 

Os dois pilotos foram, então, trocados. Lance Stroll, após dois anos onde sofreu muitas críticas, 'caiu para cima': foi para uma melhor estruturada Racing Point, comprada no ano passado por um consórcio liderado por seu pai, Lawrence Stroll. Sergey Sirotkin, que estreou ano passado, não convenceu e acabou dispensado.

O novo carro da Williams para 2019 (Foto: Williams)




Sem Stroll, a Williams perde também o polpudo patrocínio de seu pai, além da Martini. Mas ganha por exemplo a petrolífera polonesa PKN Orlen, que apoia Kubica, e um subsídio da Mercedes sobre os motores por conta de Russell.

O FW42 vai à pista na próxima segunda-feira, dia 18, no começo dos testes coletivos de pré-temporada, em Barcelona. O campeonato começa no fim de semana do dia 24 de março, com o GP da Austrália.

 



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