WhatsApp: Índia vai investigar nova política de privacidade

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
WhatsApp na mira da Índia. (Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
WhatsApp na mira da Índia. (Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Índia vai investigar novas políticas de privacidade do WhatsApp.

  • Autoridades acusam aplicativo de prejudicar a saudável concorrência.

  • Nova política do WhatsApp permite captura de mais dados do usuário.

Autoridades indianas ligada à regulamentação da concorrência no país abriram uma investigação sobre a atuação do WhatsApp, por conta das novas políticas de privacidade que entrarão em vigor a partir de maio.

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O órgão acusa o WhatsApp de violar regras de concorrência de forma “disfarçada”, por meio de suas novas políticas. Um relatório deve ser apresentado em até 60 dias, segundo reportagem do portal G1.

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Segundo essas acusações, as mudanças do WhatsApp, que incluem acesso a mais informações dos usuários para fins comerciais, seriam prejudiciais à saudável concorrência de outras empresas no país.

Novas medidas

O WhatsApp divulgou recentemente novas informações sobre as mudanças na política de privacidade do aplicativo. Segundo a empresa, a intenção é esclarecer melhor o que muda, e dispersar desconfianças de que a empresa passaria a “ouvir” as conversas dos usuários para obter mais informações pessoais sobre eles.

O WhatsApp voltou a esclarecer que isso não acontece, pois as conversas seguem criptografadas (codificadas). A exceção é no caso de comunicação com contas corporativas, de empresas, como lojas – nesse caso, não há criptografia. Além disso, o WhatsApp compartilhou algumas outras informações que serão capturadas dos usuários, entre elas: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e os chamados “identificadores” que permitem cruzar informações das contas do Facebook, Messenger e Instagram.

Assim, o Facebook “calibra” melhor sua máquina de publicidade.

As mudanças passam a valer a partir de 15 de maio; quem não concordar, deverá parar de usar o app.

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