Wellington vê 'lado bom' de reações da torcida do Fluminense e celebra chance de jogar a Libertadores

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Um dos reforços para esta temporada, o volante Wellington estreou pelo Fluminense antes mesmo de ser apresentado oficialmente. Primeiro, entrou no segundo tempo do clássico com o Flamengo. Depois, foi titular na vitória sobre o Bangu, no último sábado. Em sua primeira entrevista coletiva no CT Carlos Castilho, o jogador falou sobre as críticas recebidas quando foi anunciado e afirmou preferir observar o "lado bom" das reações. Ele chegou de graça após não renovar com o Athletico-PR em dezembro e assina por um ano, com opção de extensão por mais um.

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- A torcida do Fluminense é muito grande, vai muito dessa questão de quem olha o lado bom ou lado ruim. Eu acabei olhando o lado bom, das pessoas me apoiando, acreditando no meu trabalho. Não sou mais nenhum menino, tenho formação, tenho títulos e tenho uma história no futebol já. Acredito que com pressão e crítica todo atleta deve crescer com isso, é focar e trabalhar. Sou um cara que trabalho muito. No Athletico-PR, quando cheguei, parte da torcida também queria a contratação e outra parte não. Lá foram três anos, seis finais e quatro títulos. Eu era o atleta que mais jogava no time e capitão. Acredito que com muito trabalho e humildade, nós podemos, todos nós do Fluminense, chegar ao objetivo final que são os títulos - disse.

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- É uma satisfação muito grande. Parte da torcida realmente aprovou a minha vinda. É uma característica diferente, sou um jogador que não aparece muito para a torcida, mas apareço para o bem-estar do time, do grupo. Aquele trabalho sujo que muitas vezes o volante tem que fazer. Estou feliz em voltar ao Rio de Janeiro e vestir uma grande camisa. O Fluminense me deu a oportunidade de disputar mais uma Libertadores, se não me engano essa vai ser a nona. Estou acostumado a disputar a competição, estou motivado - completou.

Depois de duas derrotas nas primeiras partidas do Campeonato Carioca, o Flu chegou a duas vitórias seguidas na competição. Wellington avaliou o momento da equipe, que entra em campo novamente nesta terça-feira, contra o Boavista, às 18h.

- É um momento de construção e evolução, né? Estamos evoluindo a cada jogo. Já jogamos melhor do que contra o Flamengo, com mais intensidade, mais chances de gols… e é continuar evoluindo. Estar com a camisa do Fluminense é estar com o pensamento de vitória, logicamente respeitando os adversários - avaliou.

O Tricolor deverá ter mais uma partida com o time considerado alternativo antes da estreia da equipe titular. Wellington briga por espaço no meio-campo em um setor que a comissão vê apenas Yuri atualmente, mesmo que outros, como Martinelli, tenham atuado por ali. O volante comemorou a chance de voltar ao Rio de Janeiro e explicou a escolha pelo Tricolor. Ele já havia jogado pelo Vasco.

- Eu fiz quatro, cinco treinos e já fui para o jogo. Adaptação melhor que essa não existe. Realmente é uma família que abraça aqueles que estão chegando e os que estão aqui a mais tempo também. Você vê um respeito, carinho, uma amizade realmente diferente. Então, sou mais um guerreiro para a família do Fluminense. Para mim é uma oportunidade muito grande. Minha filha nasceu aqui no Rio há um mês. Toda a minha família já estava aqui, eu tenho uma casa aqui no Rio de Janeiro. Isso tudo facilitou o acerto com o Fluminense. E vestir a camisa do Fluminense é um orgulho, algo que todo jogador gostaria e eu estou realizando um sonho de estar aqui hoje. Então é estar com a cabeça boa, focado e respeitando quem está na frente. O grupo fez um campeonato muito bom no ano passado e sei que tenho que buscar meu espaço com muita humildade e dedicação - concluiu.