Wellington Paulista explica distância das homenagens; filho de Caio Jr. critica ‘marketing ganancioso’ da Chapecoense

Antes da vitória por 2 a 1 da Chapecoense sobre o Atlético Nacional na última terça-feira (4), na Arena Condá, pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana, foram feitas uma série de homenagens, que contou com a presença dos sobreviventes e vídeos das vítimas do trágico acidente aéreo do dia 29 de novembro do ano passado. Os jogadores do atual elenco, porém, não participaram da cerimônia para conseguir manter o foco no duelo.

“Melhor ficar lá dentro, afastado (das homenagens). No jogo do Palmeiras ficamos muito emocionados. Ficamos focados no jogo. Quando entra em campo esquece tudo, tenta se doar ao máximo, e tenta vencer. Hoje conseguimos isso”, afirmou o atacante, que entrou no decorrer do jogo e destacou a marcação adiantada da equipe como um dos trunfos para o crescimento do time.

“Nos primeiros dez, quinze minutos não estávamos bem. O time deles nos envolveu. Mas depois acordamos e conseguimos jogar. Acordamos na hora certa, jogamos bem. Adiantamos a marcação, que era o que o Mancini queria, e quando fizemos isso, marcamos os gols. Dos jogos que disputei pela Chape, o primeiro contra o Palmeiras, o primeiro da Libertadores, esse são especiais. São diferentes. A motivação do torcedor, a nossa. Conseguimos dar alegria para o torcedor”, completou.

Chapecoense Atletico Nacional Recopa Arena Condá 04 04 2017

(Foto: Getty Images)

Nem todos, porém, estão satisfeitos com o que vem sendo feito pela Chape. Matheus Saroli, filho do falecido técnico Caio Júnior, criticou o que chamou de “marketing ganancioso” que vem sendo feito pelo clube e o que vem considerando um descaso com as famílias das vítimas do acidente.

Pelo Facebook, Matheus chamou o evento de “triste, absurdo, ridículo, ganancioso” e ainda disse que “hoje o clube é dirigido por pessoas que não tem ligação com as vítimas”.

“A ligação deles é com o marketing, com a expansão, com o retorno, com a captação, e bla-bla-blá. Impressionante o quanto eles estão preocupados com a RECONSTRUÇÃO (sic) do clube, que continua vivo, mas não em uma CONSTRUÇÃO de uma imagem de todos os guerreiros que doaram a vida pelo clube. Pela CONSTRUÇÃO de famílias sem PAIS para filhos pequenos e mãe desamparadas, de famílias sem seus FILHOS e IRMAOS queridos”, desabafou.