Washington atua contra institutos Confucius, que ensinam língua chinesa

Jure Makovec
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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, classificou como missão diplomática os institutos Confucius, dedicados ao ensino da língua chinesa, que tem 75 unidades nos Estados Unidos

O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, aumentou a pressão sobre Pequim nesta quinta-feira (13) ao exigir o registro como missão diplomática do órgão que supervisiona os institutos Confucius, dedicados ao ensino da língua chinesa, pois os considera "instrumentos de propaganda".

“Hoje o Departamento de Estado classificou o centro americano dos institutos Confucius como uma missão diplomática estrangeira da China, reconhecendo o que ele é: uma entidade que promove a propaganda de Pequim no mundo e sua campanha de influência nefasta nos campi das universidades e nas classes escolares" nos Estados Unidos, disse o departamento em comunicado.

"Os institutos Confucius são financiados pela China e fazem parte da propaganda e do aparato de influência do Partido Comunista chinês", acrescentou.

A China abriu 75 institutos Counfucius nos EUA, onde os americanos podem aprender chinês e sobre a cultura do país asiático, dos quais 65 estão em universidades. Os que não estão são unidades independentes que oferecem aulas do idioma para jovens, da pré-escola ao ensino médio.

A medida não afeta as sedes da instituição e não significa que elas devam fechar, esclareceu o responsável pela área Ásia-Pacífico do Departamento de Estado, David Stilwell. "Não vamos fechar" os centros, ele disse. “Vamos apenas designá-los como missão diplomática estrangeira (...) Vamos perguntar a eles o que estão fazendo aqui, nos Estados Unidos”.

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