'Vovó do UFC'! Marion Reneau responde provocações de Bethe: "Parece mais velha do que eu"

Marion e Bethe fazem a única luta feminina da noite - Tobias Bunnenberg

Marion Reneau pediu para enfrentar Bethe Correira e aceitou a oportunidade que se abriu ao receber o convite para duelar com a brasileira em Fortaleza (CE) neste sábado (11). Ciente da pressão vinda das arquibancadas, a americana se deparou também com seguidas provocações de sua rival, que insistiu em zombar de sua idade. Mas aos 39 anos, a veterana não aguentou calada.

Durante conversa  com jornalistas nesta quinta-feira, Marion rebateu as declarações de Bethe, que a chamou de ‘vovó do UFC’, e apontou para um fato curioso. Com apenas seis anos a mais do que a rival, a ‘atleta visitante’ garantiu que está mais enxuta do que a brasileira.

“A primeira vez que eu ouvi isso, a minha resposta foi a seguinte: ‘Para eu ser uma avó, o meu filho teria que ter um bebê e eu o mataria se ele fizer isso antes de ter 15 anos de idade (risos)’. Mas eu não penso nada sobre isso, acho engraçado. Ela tem apenas quatro anos a menos e parece ainda mais velha que eu”, narrou, errando a idade da brasileira que, aos 33, é seis anos mais nova.

De fato, a postura da brasileira é sempre agressiva,como de costume. Desta vez, no entanto, Bethe deixou claro que carrega algo a mais justamente por ter sido desafiada publicamente por Marion, que pediu pelo confronto aos dirigentes do UFC até ter o seu desejo atendido. Mas ela garante que nada pessoal motivou sua escolha.

“Ela é a nona colocada no ranking e eu quero ser rankeada no top 10. E ela é uma das poucas garotas do top 10 que está disponível para lutar no momento. Então foi a melhor opção, ela não tem nada especial. […] Ela pode tentar levar para o lado pessoal o quanto ela quiser, mas eu não tenho absolutamente nada contra ela. Ela simplesmente está onde eu quero estar”, analisou antes de descartar qualquer abalo pelos gritos de ‘Uh,vai morrer!’.

“Eu não coloco muita pressão em mim mesma. Não encaro a mídia e nem os fãs como pressão. Eu coloco o meu treinamento e o meu camp como pressão – se eu conseguir cumprir tudo o que eu precisava durante meu camp. Eu não chego para lutar pensando se a torcida gosta de mim ou não. Não me incomoda lutar em um local hostil. Acho que os brasileiros só querem ver uma boa luta. Então, se eu der isso para eles, terei o seu respeito”.