Campeã mundial de vôlei de praia elogia Bernardinho: ‘Excelência é o que ele espera’

Colaboradores Yahoo Esportes
·3 minuto de leitura
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Por Ivo Felipe

Engana-se quem pensa que o trabalho de Bernardinho não ecoará nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Após campanhas vitoriosas desde Atlanta 1996 até o Rio 2016, o técnico de vôlei desligou-se da Seleção Brasileira masculina e não estará na disputa por medalhas no Japão. Mas vem do Canadá uma de suas principais apostas de sucesso olímpico: Sarah Pavan, ex-pupila no vôlei de quadra carioca e atual campeã mundial na praia.

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Sarah Pavan subiu ao lado de Melissa Humaña-Paredes ao degrau mais alto do pódio no Mundial de Hamburgo, Alemanha, em 2019. Carimbou assim seu passaporte para Tóquio e concluiu uma transição muito bem-sucedida do vôlei de quadra para as areias. Na versão indoor, foi dirigida de 2012 a 2014 pelo técnico brasileiro, no Rio de Janeiro, com quem foi duas vezes campeã da Superliga Feminina.

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“Jogar para Bernardinho foi uma honra enorme e sou eternamente grata pela minha experiência no Brasil. Ele ajudou a aprimorar muito o meu jogo, e treinar e jogar com as melhores atletas de vôlei do mundo foi incrível. Excelência é o que Bernardinho espera, e isso reflete até hoje com o que sou como pessoa e como atleta”, disse Sarah, 33, em entrevista ao Yahoo Esportes.

A admiração é mútua. Bernardinho vê a troca de Sarah da quadra para a areia como reflexo de sua inteligência, uma vez que dificilmente chegaria a uma Olimpíada com a frágil seleção canadense de quadra.

Outrora eleita uma das melhores atacantes do mundo, a canadense foi eleita em 2019 pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB, em inglês) a melhor bloqueadora do Circuito Mundial na praia. “A Sarah é muito disciplinada e essa é uma condição básica a uma atleta de alto rendimento. Jogamos aqui em um time grande e ela se dedicava demais. Ela tem um foco muito grande no que quer realizar e é muito inteligente”, conta Bernardinho.

“Ela sempre teve o sonho olímpico, e o Canadá ainda não estava no patamar para brigar. Então ela decidiu ir para a praia. Sarah não é apenas uma atleta de bloqueio, mas tem fundamentos incríveis para jogar na praia. Ela quer o tempo todo fazer tudo muito bem feito”, completa o técnico.

A atleta natural de Kitchener conciliou por um período as duas modalidades. Os bons resultados a fizeram repensar a estratégia em 2018, a fim de “não ter arrependimentos” na caminhada com Melissa aos Jogos de Tóquio. Outra mudança foi essencial: como o Canadá tem condições climáticas que impedem a prática do vôlei de praia no inverno, decidiram mudar para a Califórnia, onde baseiam-se na maior parte do ano.

O título e a liderança do ranking mundial colocam a dupla canadense em posição de favoritismo rumo a Tóquio. As parceiras amealharam ainda a maioria dos prêmios individuais da temporada passada. A expectativa no país norte-americano é clara: quebrar o jejum de medalhas no vôlei de praia, que perdura desde Atlanta 1996, quando Child/Heese ficaram com o terceiro lugar.

“Tornarmo-nos campeãs mundiais foi um passo enorme para nós e eu acho que apenas confirmou o que já imaginávamos sobre nosso potencial. Nós temos o que precisamos para vencer. Há grandes duplas no vôlei de praia feminino mundial, mas sabemos que coisas incríveis podem acontecer se fizermos o que somos capazes”, crava Sarah.

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