Você conhece a história de Barack Obama no basquete?

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Barack Obama (Sean Gallup/Getty Images)
Barack Obama (Sean Gallup/Getty Images)

Por Leandro Tavares (@leandroptavares)

Você certamente conhece Barack Obama. O presidente dos Estados Unidos entre 2009 e 2017 está entre as personalidades mais famosas do mundo. Sua trajetória política, sendo o primeiro afro-americano eleito para ocupar o cargo máximo dos EUA, também é bastante conhecida. O que poucos sabem é que, muito antes de fazer história na política, Barack Obama também viveu os seus momentos no basquete.

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Isso, claro, aconteceu muito antes de sua entrada na Casa Branca. Mais precisamente, no final da década de 1970, quando Obama ainda estava no colegial e era aluno na Punahou School, em Honolulu, capital do Estado do Havaí. Nessa época, o futuro 44º presidente dos EUA era chamado de “Barry” Obama - ou também pelo apelido “Barry O’Bomber”.

“Eu adorava o jogo dele”, contou seu ex-companheiro de equipe Mark Bendix à NBC em 2017. “Ele tinha um arremesso muito bom e realmente trabalhava bem com a bola.”

“Ele carregava os livros em uma mão e a bola na outra”, relembrou o ex-técnico Chris McLachlin, na mesma ocasião à NBC. “Ele morava do outro lado da rua da escola e, antes das aulas, arremessava nas cestas das quadras externas. No almoço, praticava mais. Depois eu o tomava por três horas (nos treinos). Ele voltava para casa, jantava e, em seguida, ficava do lado de fora treinando o arremesso.”

Em Honolulu, “Barry” Obama fez parte do time que conquistou o título estadual em 1979. Curiosamente, ele usava a camisa 23 - número que décadas depois seria imortalizado por Michael Jordan no Chicago Bulls. Neste ano, o uniforme foi descoberto e, em agosto, leiloado por 120 mil dólares (cerca de R$ 480 milhões) em Dallas. Antes disso, a peça foi posta em exposição em algumas cidades dos EUA.

A vida nas quadras continuou quando chegou a faculdade. Antes de ingressar na Universidade Columbia, Obama frequentou a Occidental College por dois anos - entre agosto de 1979 e junho de 1981. Lá, ele também dividiu os estudos com o basquete. Barry era parte da equipe em seu ano de calouro.

Embora existam poucos registros dessa época, a passagem de “Barry” Obama pela Occidental College ainda é lembrada por aqueles que dividiram o vestiário com ele.

“Ele era realmente atlético, corria bem, pulava bem”, relembrou Mike Zinn, ex-diretor de esportes e treinador de basquete da Occidental, ao Los Angeles Times em 2008. “Ele não era um ótimo chutador de fora. Na terminologia do basquete, ele era meio que um slasher (termo usado para definir jogadores que têm como base de jogo a infiltração em defesas fechadas).”

“Ele era um bom defensor, definitivamente um bom atleta”, definiu o ex-técnico, que estima que “Barry” tinha média de oito pontos, cinco ou seis rebotes e uma ou duas assistências por partida. Segundo Zinn, a trajetória de Obama no basquete chegou ao fim quando o futuro presidente dos Estados Unidos disse que não jogaria mais porque queria se concentrar nos estudos.

Em sua autobiografia lançada em 1995, “Dreams from My Father”, Obama escreveu que jogava basquete na juventude “com uma paixão consumidora”. Durante uma entrevista à CBS Sports em 2015, ele disse que “nunca foi ótimo, mas foi um bom jogador e pôde jogar para valer”.

Mesmo seguindo a vida profissional fora das quadras, Barack Obama nunca se distanciou totalmente do basquete. Há diversos registros que mostram a intimidade do americano com a bola laranja mesmo durante a sua carreira política - desde uma partida com jovens em Indiana até um arremesso de três pontos que levou os espectadores ao delírio durante uma visita ao Kuwait.

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Neste ano, Obama também apareceu nas manchetes do mundo do basquete. Em fevereiro, o agora ex-presidente dos EUA apoiou a NBA e a FIBA (Confederação Internacional de Basquete) em um projeto para a criação de uma liga profissional na África. Mais tarde, em junho, Obama esteve à beira da quadra para assistir ao segundo jogo da final entre Toronto Raptors e Golden State Warriors. Ao ser anunciado pelo telão do ginásio, Barack foi ovacionado como se fosse um jogador.

A trajetória nas quadras foi curta, mas fora dela “Barry” Obama certamente teve uma carreira digna de um MVP.

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