Viúva de Boechat posta texto emocionante: "Um ano sem ele"

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Foto: Reprodução/Instagram (@doceveruska)
Foto: Reprodução/Instagram (@doceveruska)

Veruska Seibel, viúva do jornalista Ricardo Boechat, acordou cheia de lembranças boas do companheiro. Nesta terça-feira (11), que marca um ano da morte do âncora da Band, Veruska postou uma sequência de fotos dele com a família e escreveu que seu amor, respeito e admiração só crescem.

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“Melhor pai que eu poderia ter escolhido para as minhas filhas, ser humano mais admirável e generoso que já conheci, jornalista insubstituível, marido que eu amava profundamente. Se me tivesse sido dada a chance de escolher como seriam nossos últimos momentos juntos, eu pediria exatamente do jeito que foi. E a isso serei eternamente grata”, declara a viúva.

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Segundo ela, a lição que Boechat deixou foi o clichê de que devemos viver cada segundo como se fosse o último. “Não deixe para amar depois, não deixe pra ser feliz depois. Meu maior consolo foi não ter deixado. Não há um só dia em que eu não ouça a voz dele me ensinando, me amparando, me dizendo: ‘Veruska Seibel (era assim que ele me chamava quando queria falar sério), eu não me preocupo com as meninas quando eu não estiver mais aqui porque você é a melhor mãe que eu já conheci’”, revela.

No fim da publicação, Veruska ainda agradeceu ao marido por tanto amor e, claro, pelas duas filhas. “Elas são a razão da minha vida”, diz ela. Em maio de 2019, a viúva conversou com o Yahoo! sobre o luto e a necessidade de ficar de pé para não preocupar as herdeiras: “Minha dor é horrível, mas a dor que sinto vendo a dor delas é pior. Se eu desabar, o que vai sobrar para elas? Eu sobrei, então preciso me manter de pé para elas verem que é possível recomeçar.”

Na época, a jornalista contou que chorava todos os dias ao deixar as filhas na escola. Ela extravasava dentro do carro porque entende ser importante colocar para fora toda a angústia. “Dizem que se você não passar por essa fase, depois a conta chega”, afirma, ao confessar que ficava muito irritada ao ser chamada de “forte” logo após a morte do parceiro.

“Sempre disseram isso de mim e eu aceitava com alegria, mas logo que meu marido morreu comecei a ficar com raiva. Queria deitar, gritar, chorar, não queria ser forte. Com o passar do tempo, vi que não tinha outra opção”, admite.

O jornalista Ricardo Boechat morreu aos 66 anos na queda de um helicóptero no Rodoanel em São Paulo. A informação foi confirmada pela TV Bandeirantes, onde ele era âncora. O apresentador voltava de uma palestra em Campinas, no interior do estado, no momento da queda. Ele apresentava dois programas diários no Grupo Bandeirantes de Comunicação; um matinal na rádio BandNews FM, além do Jornal da Band à noite, na TV Bandeirantes. Maior ganhador do Prêmio Comunique-se, ele também ganhou três prêmios Esso.

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