Presidente que consolidou Barradão pretende abrir mão do estádio

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Barradão antes de jogo da Copa do Brasil em 2018 (Marcelo Malaquias/FramePhoto/Gazeta Press)
Barradão antes de jogo da Copa do Brasil em 2018 (Marcelo Malaquias/FramePhoto/Gazeta Press)

Por André Rodrigues

Inaugurado em 1986 pelo ainda hoje deputado federal José Rocha (PR), o estádio do Barradão só se consolidou como efetiva casa do Vitória na primeira passagem de Paulo Carneiro como presidente do clube, no início dos anos 1990. Antes disso, o rubro-negro baiano ainda alternava jogos em seu estádio particular e na Fonte Nova, gerida pelo poder público.

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Agora, de volta ao comando do Leão desde o ano passado, Carneiro pretende fazer justamente o caminho inverso. A proposta é deixar de mandar jogos em seus domínios e fechar uma parceria de três anos para atuar na Arena Fonte Nova -- reformada desde 2013 para a Copa do Mundo no Brasil e agora gerida por um consórcio privado.

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"O ano passado inteiro o Vitória teve R$ 400 mil de prejuízo mandando jogos no Barradão. Na situação financeira que o Vitória se encontra hoje precisamos de uma renda fixa por mês. E a Arena Fonte Nova oferece isso. Vamos fazer um acordo no mesmo valor do Bahia jogando lá por três anos", diz o presidente do Conselho do Vitória, Fábio Mota.

Além dos prejuízos financeiros, o Barradão não tem agregado valores esportivos nesta temporada. Em 2019, o rubro-negro fez 24 jogos até aqui, com apenas 4 vitórias, 12 empates e 8 derrotas. Na Série B, o clube amarga a lanterna da competição com quatro pontos em 36 disputados -- e apenas um triunfo em casa, diante do Vila Nova, por 2 a 1.

"O Barradão continuará sendo sempre nossa casa. É onde o clube obteve seu maior crescimento nos últimos anos, mas esta relação precisa ser repensada, até porque nosso sócio-torcedor não tem comparecido como gostaríamos", pontua Mota.

Mudança

Com a ida do Vitória à Fonte Nova, o estádio precisará passar por modificações. Nos últimos anos, o Bahia tem usado o espaço e personalizou o campo e a arquibancada com as cores do clube. A Justiça já ordenou a retirada destas peças para manter o estádio como "campo neutro", conforme prevê o contrato de concessão.

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