Vitor Belfort sugere novo modelo de pagamento no UFC

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GOIANIA, BRAZIL - NOVEMBER 09:  (R-L) Vitor Belfort squares off with Dan Henderson in their light heavyweight bout during the UFC event at Arena Goiania on November 9, 2013 in Goiania, Brazil. (Photo by Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)
Lutador histórico de MMA criticou formato de pagamentos e deu dica para Dana White. Foto: (Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

O formato de premiação do Ultimate Fighting Championship tem se tornado uma dor de cabeça para Dana White nos últimos tempos. As críticas começaram com Jake Paul, youtuber que está se aventurando na carreira de lutador de boxe e, desde o início de suas aparições no ringue, detonou o chefão do UFC e as bolsas de premiações dadas pela organização.

Há pouco tempo, Rickson Gracie, integrante da lendária família de lutadores e um dos principais nomes da história do MMA, disparou contra a disparidade no pagamento que o Ultimate oferece para seus lutadores. Agora, a vez de reclamar é de Vitor Belfort, outro histórico lutador que atuou, por anos e anos, na companhia.

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O brasileiro ex-campeão da categoria dos meio-pesados (até 93 kg), em entrevista exclusiva ao portal Ag. Fight fez uma análise da forma que Dana rege o UFC: "O Dana tem muita gente contratado, não sei quantas pessoas são, 300, 400, 600 atletas? A NFL, NBA ela não paga ninguém, os times que pagam e eles não têm essa quantidade de atletas. Esse é o grande problema. O boxe é diferente, é individual. A ATP não paga nenhum tenista, ela tem um prêmio e quem ganhar o torneio leva o prêmio. O UFC contrata um indivíduo e cada um tem um contrato. Têm lutadores que ganham muito dinheiro e também tem gente que não. O Dana até paga muito bem uns lutadores, mas ele tem muitos. Acho que não deveria ser assim. Deveria ter um equilíbrio".

Belfort ainda sugeriu que houvesse divisão entre os atletas para que os pagamentos se equiparassem: "Acho que deveria ter uma classe A, B e C e não temos isso no UFC. Se você é classe A tem um mínimo para ganhar durante o ano. O Dana trabalha para o UFC e faz o UFC ganhar muito dinheiro. Se eu fosse um dono de empresa eu queria ter o Dana como CEO. Acho que muita coisa vai mudar, mas a questão é: quanto mais tempo demorar para mudar, melhor para o Dana. Eu acho que futuramente o UFC vai virar uma liga, como NFL, NBA. Vejo muitas coisas mudando no futuro. O lado bom é que eu queria ter o Dana como CEO, mas o ruim é que ele valoriza atletas que nem mereciam".

Com 22 anos de carreira no mundo das lutas, Vitor Belfort tem propriedade para tratar do tema. Em seu cartel, contabilizou 26 vitórias, 14 derrotas e 1 'no contest', quando a luta fica sem resultado.

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