Vitinho revela momentos de dificuldade na Bélgica e tem sonho de vestir a camisa do Monaco

João Brandão
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Vitinho jogou apenas uma partida como atleta profissional no Brasil e atualmente veste a camisa do Cercle Brugge, equipe que serve como filial do Monaco. Em entrevista ao LANCE!, o lateral direito, que tem Maicon como principal referência da posição, contou sobre sua adaptação ao futebol belga, as dificuldades encontradas para jogar e o desejo para o futuro.

Adaptação

O jovem de 21 anos chegou ao clube europeu em 2018 e conseguiu participar de algumas partidas na sua temporada de estreia. Na última época, o jogador sofreu com uma lesão no púbis e não teve muitas oportunidades, mas a atual campanha conseguiu ter sequência, marcar gol e dar assistências.

- Passei por dificuldades nos dois primeiros anos por conta da cultura e do futebol diferente, mas esta última temporada foi maravilhosa. Nosso time é muito jovem, mas conseguimos permanecer na primeira divisão e pude mostrar um pouco do que eles estavam esperando de mim após um período complicado. Eu vim aqui para jogar futebol.

O ala explicou as principais diferenças que encontrou ao deixar o Cruzeiro, clube em que foi revelado, e chegar no Cercle Brugge. Apesar da qualidade individual, a promessa aponta que atualmente consegue ter um entendimento melhor do jogo em diferentes aspectos.

- Eu aprendi muito defensivamente, pois meu forte sempre foi chegar ao ataque. No primeiro ano, eles pegaram muito no meu pé e eu sempre busquei aprender mais. Em termos de qualidade, o Brasil está muito acima, mas em tática, velocidade e intensidade não se compara com a Europa.

Futuro

Vitinho ainda não tem seu futuro definido, mas o brasileiro tem vontade de continuar crescendo no Velho Continente. Apesar de ter sido especulado no Athletico, Cruzeiro e RB Bragantino em 2020, o atleta afirma que não tem desejo de retornar ao Brasil neste momento.

- O Monaco me parabenizou pela temporada que eu fiz. Quando cheguei na Europa, vim para estar no Monaco e não no Cercle. Aqui era para ser um período de adaptação e acho que já passou. O que eu tinha que viver na Bélgica, já vivi. Não penso em voltar para o Brasil, pois tenho objetivos para cumprir aqui.

Caso não receba a oportunidade na equipe francesa, o lateral diz preferir permanecer no Cercle Brugge e no cenário europeu. Além do objetivo em crescer na Europa, o atleta também sonha em vestir a camisa da Seleção nos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde disputa vaga com Emerson Royal, Guga e Dodô.

O atleta também está na disputa para ser eleito o melhor jogador sub-23 do último Campeonato Belga que contará com votos de representantes dos clubes da Jupiler League. Enquanto isso, o jovem segue com sonhos e determinação para construir uma carreira vitoriosa.