Vitória do Flamengo sobre Bangu pelo Carioca marca volta do futebol à América do Sul

AFP
Filipe Luis, do Flamengo, controla a bola durante uma partida pelo Campeonato Carioca contra o Bangu no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 2020
Filipe Luis, do Flamengo, controla a bola durante uma partida pelo Campeonato Carioca contra o Bangu no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 2020

O futebol profissional voltou à América do Sul nesta quinta-feira, após três meses de paralisação com a disputa da partida entre Flamengo e Bangu, pelo Campeonato Carioca.

O jogo, válido pela quarta rodada do segundo turno da competição, foi vencido pelo Rubro-Negro por 3 a 0, gols de Arrascaeta, Bruno Henrique e Pedro Rocha, em um Maracanã sem a presença de torcedores e com muitos protocolos de segurança por conta da epidemia da COVID-19.

O confronto foi disputado dois dias depois do aniversário de 70 anos do estádio, que atualmente abriga em suas instalações um hospital de campanha para atender os pacientes com coronavírus.

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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, autorizou eventos esportivos a portas fechadas na segunda-feira, tornando o Campeonato Carioca o primeiro torneio da América do Sul a voltar à competição após a pandemia.

Crivella havia anunciado a presença no jogo do presidente Jair Bolsonaro, um crítico feroz das medidas de quarentena devido ao seu impacto econômico, fato que não ocorreu.

Antes do encontro, torcedores do Flamengo, Bangu, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo e América protestaram em uma das entradas do Maracanã com faixas contra o governo federal, o governo estadual e o prefeito do Rio de Janeiro por conta do retorno do futebol.

Jogadores de ambas as equipes tiveram sua temperatura medida na chegada ao estádio, enquanto jornalistas e fotógrafos tiveram que passar por um túnel de desinfecção.

Os dois times observaram um minuto de silêncio em homenagem às quase 50.000 mortes por COVID-19 no Brasil.

Antes da bola rolar, o Flamengo também prestou homenagem ao massagista Jorginho, que morreu no início de maio por conta do vírus.

O retorno do Carioca enfrenta resistência de alguns clubes, devido à situação sanitária do Rio de Janeiro, o segundo estado no Brasil mais afetado pela COVID-19, depois de São Paulo.

Segundo o último boletim oficial, pelo menos 8.412 pessoas morreram e outras 87.317 foram infectadas pela COVID-19 no estado.

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