Abel volta e joga junto com o Palmeiras em noite de vaga na semi

LANCE!/NOSSO PALESTRA
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O dia 15 de dezembro de 2020 vai ficar marcado na história de Abel Ferreira e no início de sua passagem pelo Palmeiras. Antes de pisar no Allianz Parque para enfrentar o Libertad, o técnico viveu, mesmo que à distância, o seu primeiro contato com a torcida alviverde, uma vez que alguns palmeirenses foram até a porta da Academia de Futebol para acompanhar a saída do elenco para o estádio.

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Já no banco de reservas após três jogos fora por conta da Covid-19, o técnico viveu um primeiro tempo tenso. Com um início tímido e sentado ao lado de seus auxiliares, muito por conta da chuva, o treinador não demorou para levantar e começar a jogar junto com a equipe.

A defesaça de Weverton logo no começo fez Abel pedir calma para os jogadores, que viviam um dos jogos mais tensos da temporada. A partir dali, o português não sentou mais. O gol de Gustavo Scarpa fez o técnico relaxar um pouco, tanto que ele tirou o agasalho que o protegia do temporal.

Agachado, como gosta de ficar, Abel seguiu sofrendo com o placar mínimo e a truncada partida que o Palmeiras fazia diante dos paraguaios. Incomodado com a dificuldade de Rony e Veron no ataque, o técnico gesticulava muito à beira do gramado. O cartão amarelo por reclamação foi o reflexo de como Abel estava tenso.

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Na segunda etapa, o técnico demonstrou um certo descontentamento com o nervosismo apresentado pelo Palmeiras, que não conseguia administrar a partida e criar chances para matar o jogo. A saída de Gustavo Gómez ajudou a aumentar a temperatura. Após o gol de Rony, o técnico vibrou muito com Gabriel Menino que fez toda a jogada após a saída de bola de Danilo e serviu Marcos Rocha para a assistência.

Parecia que o comandante alviverde estava prevendo que o camisa 25 iria fechar a conta. Ao final da partida, com a vaga praticamente garantida, Abel Ferreira novamente agachou no gramado, como se estivesse pensativo, à procura dos próximos passos e de como será desafiador este final de ano mais agitado do século palmeirense.

A imagem do final da partida simboliza bem a revolução que o treinador fez em um time que estava totalmente desacreditado há três meses. Após o apito final, Abel puxou Gustavo Scarpa de lado e bateu um longo papo com o meia que foi um dos melhores em campo, como se tivesse dando um recado para todos: ainda é preciso muito mais.