Vírus misterioso saiu da China e já afetou mais 3 países; cientistas falam em 1.700 infectados

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Foto: Getty Images
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Um vírus misterioso já infectou um grande número de pessoas na China, mas, de acordo com a BCC, especialistas suspeitam que um grupo muito maior do que as estatísticas oficiais indicam teria sido atingido. Quatro mortes foram confirmados no país, vítimas do novo vírus.


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O novo coronavírus, de acordo com as estatísticas oficiais, teria atingido 50 pessoas, mas especialistas britânicos estimas que o número possa chegar a quase 1.700 pessoas. Até o momento, quatro pessoas morreram em decorrência da doença respiratória que surgiu em Wuhan, na China, em dezembro.

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Os coronavírus são uma ampla família de vírus, mas apenas seis (o novo seria o sétimo) são conhecidos por infectar pessoas.

O Ministério da Saúde do Brasil enviou um comunicado às autoridades da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que viajantes que passem por portos e aeroportos sejam orientados a tomar medidas de precauções em viagens ao exterior, especialmente às regiões com casos confirmados.

Algumas das medidas seriam ações comuns como lavar as mãos, ficar atento a sintomas como febre, dores no corpo e problemas respiratórios. Além disso, locais com grandes aglomerações devem ser evitados.

"Estou consideravelmente mais preocupado do que estava há uma semana", diz o cientista Neil Ferguson, especialista em surtos de doenças, em declaração à BBC.

De acordo com o canal inglês, Cingapura e Hong Kong estão examinando passageiros aéreos de Wuhan.

Foi Ferguson que alertou que os números oficiais poderiam estar distantes da realidade. Para entender seu argumento, é necessário dizer que, além dos casos registrados na cidade de Wuhan, houve dois casos na Tailândia e um no Japão. Nesta segunda-feira (20), a Coreia do Sul confirmou seu primeiro caso, totalizando quatro países afetados.

“Isso me preocupou. Para Wuhan exportar três casos para outros países, isso quer dizer que deve haver muito mais casos do que os relatados", pondera.

Jeremy Farrar, diretor da instituição de pesquisa médica Wellcome, afirma que a epidemia deve crescer.

"Estamos começando a ouvir mais casos na China e em outros países e é provável, como mostra essa análise, que haverá muito mais casos em vários países", afirmou.

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