Villeneuve critica F1 por teto orçamentário em 2021: “É puro socialismo”

Redação GP

Sem papas na língua, Jacques Villeneuve não foge de uma boa polêmica. O campeão mundial de 1997 e atualmente comentarista falou sobre o teto orçamentário, uma das grandes novidades que a F1 vai adotar a partir de 2021. Os times do grid vão poder gastar até o máximo de US$ 175 milhões (ou cerca de R$ 710 milhões). O canadense criticou a limitação dos custos das equipes de ponta e classificou a medida como “puro socialismo”.

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Villeneuve foi além e disparou contra sua ex-equipe, a Williams, pela qual conquistou seu único título mundial na F1. “Que sentido faz ajudar as equipes pequenas que não merecem? Tem, uma organização como a Williams, direito a ser tão rápida como Mercedes ou Ferrari? A resposta é, obviamente, não. Sinceramente, a maneira como eles trabalham há anos significa que não estão na mesma categoria”, criticou o ex-piloto em entrevista ao jornal ‘Le Journal de Montréal’.

Jacques Villeneuve criticou a adoção do teto orçamentário da F1 para 2021 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)


“Para mim, é puro socialismo. A F1 merece algo melhor. Só as três primeiras equipes vão gastar os US$ 175 milhões. A Williams vai ganhar US$ 16 milhões (R$ 64,9 milhões) por terminar em último no ano passado, e os diretores e acionistas estão felizes”, criticou Villeneuve.

“Mesmo se o teto orçamentário fosse de US$ 50 milhões (R$ 203 milhões), a Williams gastaria apenas a metade e seguiria até o fim. De modo que é uma piada, ninguém ganha”, acrescentou.

Ao comentar sobre o fato de os novos carros serem mais pesados, Villeneuve classificou a mudança como ruim porque o acréscimo no peso vai torná-los mais estáveis. O que, na sua opinião, é ruim para o espetáculo.

“Não importa se são lentos, a única coisa que eles têm é projetar carros que sejam difíceis de pilotar, mas agora eles vão ser 25 kg mais pesados. Quanto mais pesados sejam, mais estáveis vão ser, e isso não vai ajudar. Teremos espetáculo quando os carros forem mais nervosos”, opinou.

“Na verdade, não tem nada a ver com a qualidade das corridas, mas só tem de melhorar o espetáculo, como dizem. Devemos melhorar o esporte. Concretamente, precisamos dar mais liberdade às equipes”, finalizou o campeão mundial.

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