Vice da CPI da Covid quer convocar presidente da CBF para explicar Copa América no Brasil

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Copa América

Por Ricardo Brito

(Reuters) - O vice-presidente da CPI da Covid do Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou nesta segunda-feira um requerimento de convocação do atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, para explicar a decisão de se aceitar a Copa América no Brasil, em meio a críticas sobre a realização do campeonato de futebol no país.

"Nossa missão é apurar fatos e estancar essa crise, evitando mais mortes. Para isso, precisamos fortalecer a ciência, adquirir mais vacinas, fortalecer o SUS e proteger o povo!", disse Randolfe no Twitter.

O requerimento do vice da CPI cita o fato de que o país já registrou 460 mil mortes por Covid-19 e está na "iminência de uma terceira onda da doença".

Pouco depois de Randolfe, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), outro integrante da comissão, fez críticas à realização do evento no país.

"Já tivemos presidentes conhecidos por 'atravessar a rua para pisar na casca de banana do outro lado'. Bolsonaro segue a mesma linha. Não existe nenhuma lógica em aceitar a realização da Copa América em plena pandemia, com risco de 3ª onda. A estupidez realmente não tem ideologia", criticou ele, no Twitter.

Mais cedo, o relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a realização da Copa América no Brasil é um "campeonato da morte".

"Com mais de 462 mil mortes, sediar a Copa América é um campeonato da morte. Sindicato de negacionistas: governo, Conmebol e CBF. As ofertas de vacinas mofaram em gavetas mas o ok para o torneio foi ágil. Escárnio", disse ele, no Twitter.

As queixas de Renan e Randolfe divergem da feita mais cedo pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), que disse não ver grandes problemas na realização do torneio no país, desde que sejam adotadas medidas sanitárias para evitar, por exemplo, a disseminação de novas cepas do coronavírus.

Aziz argumentou que já estão em curso alguns campeonatos no país, sem a presença de público, e ponderou que muitos dos países envolvidos na Copa América são nações vizinhas.

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