Viagem 'silenciosa' ao Uruguai, briga com o Milan e longa análise no mercado: como o Verdão trouxe Viña

Thiago Ferri
LANCE!
Viña posa entre o presidente do Nacional, José Decurnex, e o advogado do Palmeiras, Leonardo Holanda (Divulgação)
Viña posa entre o presidente do Nacional, José Decurnex, e o advogado do Palmeiras, Leonardo Holanda (Divulgação)


O Palmeiras concretizou nesta sexta-feira a negociação pelo lateral-esquerdo Matías Viña, que terá 50% de seus direitos adquiridos de forma imediata, por pouco menos de 3,5 milhões de euros (R$ 16,6 milhões), pagos em três parcelas. A negociação estourou no fim da semana, mas já ocorria há semanas e contou com longa análise de mercado, uma viagem "silenciosa" a Montevidéu, além da batalha nos últimos dias com o Milan (ITA).

A lateral esquerda era uma posição que o Verdão entendia ser necessário reforçar e vinha mapeando o mercado. Guilherme Arana foi oferecido, e as condições não agradaram. Com o apoio do Centro de Inteligência do Palmeiras, a diretoria de futebol começou a analisar outros nomes, como o equatoriano Cristian Ramírez, do Krasnodar (RUS), o colombiano Johan Mojica, do Getafe (ESP), o paraguaio Blás Riveros, do Basel (SUI), além do próprio Viña, destaque do Nacional (URU).

O diretor de futebol Anderson Barros, que na época do Botafogo negociou com uruguaios como Lodeiro, Arévalo Rios e Loco Abreu, conhece o mercado no país e passou a intensificar as conversas pelo reforço. Ao mesmo tempo que debatia valores com o Nacional, sabia do interesse de times da Europa, principalmente o Milan.

Com o fechamento da janela de transferências da Itália marcado para esta sexta, o Verdão decidiu ir ao Uruguai para tratar diretamente com o Nacional e ganhar vantagem na disputa. Anderson era quem viajaria a princípio, mas para evitar que a negociação vazasse, o clube mandou o advogado Leonardo Holanda, em um voo na terça-feira de manhã. Desde então, o membro do departamento jurídico manteve contato direto com o restante da diretoria, que permaneceu em São Paulo (SP).

A principal vantagem do Palmeiras em relação ao Milan é de que os italianos queriam o jogador por empréstimo com opção de compra. Mas Viña, que possui passaporte italiano, ficou balançado com a possibilidade de jogar na Europa e até recebeu passagens no fim de semana para ir a Milão. Como o Palmeiras já tratava há mais tempo com o Nacional e queria fazer a aquisição imediata, foi colocado como o favorito pela diretoria do time uruguaio.

Na quinta, o Milan ainda fez uma última tentativa, com um valor considerado alto para empréstimo, mas a oferta do Palmeiras ainda prevaleceu. O presidente do Nacional, José Decurnex, decidiu manter o acordo que já vinha costurando com o Palmeiras e acertou a venda.

A contratação de um jogador de "fora do radar" no mercado brasileiro é considerada no clube resultado de uma sinergia entre o departamento de análise de jogadores, direção de futebol e equipe jurídica.

Viña acertou por cinco anos (até o fim de 2024) e deve chegar ao Brasil no começo da próxima semana. O jogador já tem passagens pela seleção do Uruguai e foi muito bem avaliado no Palmeiras. O clube acertou que ainda pode comprar um percentual maior dos direitos do jogador no futuro.














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