Viñales x Rins: Yamaha sai na frente na briga pelo 3º lugar na MotoGP 2019

JULIANA TESSER

Do ‘dream team’ ao fim da linha: os 526 dias antes do adeus de Lorenzo

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A MotoGP chega à última etapa da temporada 2019 com campeão e vice já definidos, mas, além da interessante disputa entre Ducati e Honda pelo título de melhor equipe, o confronto entre Maverick Viñales e Álex Rins é outro atrativo do fim de semana.

Vencedor do GP da Malásia, Maverick chegou em Valência com 201 pontos, sete à frente de Rins, o quarto na tabela. E, nesta sexta-feira (15) de treinos livre em Valência, foi a Yamaha quem saiu na frente.

Com 1min30s735, Fabio Quartararo ditou o ritmo dos trabalhos, 0s148 melhor que Viñales. Mais 0s091 atrás, Marc Márquez ficou com o terceiro tempo. Rins, por sua vez, foi só sexto, 0s495 mais lento que o #20.

Maverick Viñales (Foto: Yamaha)



Todavia, cada um faz uma coisa nos treinos de sexta e, por isso, Álex parece mais atrás do que está. O #42 mostrou bom ritmo e saiu satisfeito do primeiro dia no Ricardo Tormo.

“Estou contente. Chegamos com a opção de sermos terceiros no Mundial, o que é bom”, comentou Álex. “Nós começamos o dia bastante bem, com o sexto melhor tempo e um bom feeling, o que é importante”, seguiu.

“Conseguimos ver um pouco o ritmo de corrida, ainda que, no final, muitos pilotos tenham colocado pneus novos para buscar tempo”, lembrou. “Mas nós conseguimos dar muitas voltas com o macio e parece que ele responde bastante bem. Amanhã vamos provar o médio ou o duro, ainda não decidimos”, contou.

“Valência é um circuito que se adapta bem à nossa moto, com curvas rápidas, lentas. É um circuito pequenininho”, comentou.

Apesar de ter duas vitórias na temporada, Álex tem um claro ponto fraco: a classificação direta para o Q2.

“É um dos pontos que devemos melhorar”, admitiu. “Sempre nos custa, é o que nos falta, mas, pouco a pouco, vamos chegando à ponta e estando lá. Confio que neste sábado faremos uma boa classificação, como no ano passado aqui”, continuou.

“Nós demos um passo à frente importante neste ano, ganhamos corridas. Talvez não tenhamos sido tão regulares como no final da temporada passada, mas fomos competitivos. Estamos dando combate”, completou.


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Viñales, por sua vez, também fechou o dia sorrindo de orelha a orelha. O espanhol entende que ainda é possível melhorar, mas contou que se sentiu confortável com a YZR-M1 ao longo de todo o dia.

“Eu estou bem feliz, pois acho que tivemos um bom começo, uma boa sexta-feira”, avaliou o #12. “Eu estou me sentindo ótimo na moto, como sempre. Com certeza, temos alguns pontos a melhorar, mas, de alguma forma, acho que o ritmo está lá e isso é o mais importante”, ponderou.

“Acho que nós estamos em um bom nível. Certamente, podemos melhorar, então vamos tentar tudo amanhã”, assegurou.

Perguntando sobre onde a Yamaha pode melhorar para amanhã, Maverick respondeu: “Acho que temos de trabalhar com os pneus, pois não me senti ótimo, especialmente no ataque à tabela de tempos, então temos de trabalhar um pouco mais nessa área”.

Mesmo ainda na briga ― praticamente sozinho ― pelo título do Mundial de Equipes, Márquez já está com os olhos postos em 2020. E não só por estar com os dedos cruzados na torcida para que o irmão, Álex, seja o escolhido para substituir Jorge Lorenzo.

“Desde que ganhamos o Mundial, nos concentramos em entender conceitos. Desde a Tailândia, nós estamos preparando 2020””, disse Marc. “Nós trabalhamos de uma maneira um pouco diferente, mas não posso entrar em detalhes. Na semana que vem, nós teremos um teste importante para começar a temporada 2020, mas se você pode estar um pouco mais pronto e usar algum tempo do GP para o teste, podemos fazer isso”, comentou.

Ainda assim, Márquez deu uma espiada no ritmo de corrida e considerou que, no momento, Viñales, Rins e Quartararo estão na frente dos demais.

“No momento, Viñales, Rins e Quartararo são mais rápidos”, opinou Márquez. “Hoje os tempos foram bem apertados. Valência é um circuito curto, pequeno, estreito, então isso cria esse tipo de situação em que os tempos são muito, muito próximos, mas, de qualquer forma, hoje nós trabalhamos pensando na distância da corrida e também trabalhamos de uma maneira diferente, pois testamos algumas coisas, mas, fora isso, tentamos entender os pneus e amanhã será o momento de atacar a tabela de tempos, de trabalhar um pouco mais para a classificação, mas também continuar trabalhando para a distância da corrida”, seguiu.

Com apenas o GP no Ricardo Tormo pela frente, a Honda ainda tem chance de superar a Ducati na briga pelo Mundial de Equipes, mas apesar de a diferença ser curta ― só dois pontos ―, Marc sabe que terá trabalho, já que Jorge Lorenzo não consegue se entender com a RCV.

“A Tríplice Coroa é difícil, mas não é impossível. Não está só em minhas mãos, mas vou tentar terminar o mais para cima possível”, avisou.

Fabio Quartararo (Foto: SIC)


Líder dos trabalhos, Quartararo celebrou a evolução em comparação com seu desempenho no teste de Valência no ano passado, quando fez sua estreia com a YZR-M1 da SIC.

“É bom ter uma melhora tão grande em relação ao ano passado, quando eu fui 17º no teste. Isso mostra o nosso progresso e é uma recompensa pelo nosso esforço. Vamos seguir trabalhando da mesma forma”, garantiu. 

Ainda assim, o francês reconheceu que precisa trabalhar melhor em termos de ritmo de corrida.

“Nós sabemos que o ataque à tabela de tempos é uma das nossas forças, mas ainda não estamos lá em termos de ritmo de corrida”, reconheceu. “Nós precisamos trabalhar na moto e encontrar uma boa estratégia para melhorar amanhã. Não estamos longe, mas vamos dar nosso melhor esta noite para encontrar os problemas e resolvê-los”, completou.

Muito embora a Yamaha tenha tido um primeiro dia positivo, Valentino Rossi fecha a sexta-feira sem muito para comemorar. O #46 sofreu duas quedas ― uma pela manhã, na curva 4, e outra pela tarde, na 10 ― e acabou apenas em 14º, 1s040 atrás de Quartararo. 

“Felizmente, eu estou ok”, começou Rossi. “A primeira queda foi bem leve, mas a segunda foi um pouco mais forte. Aqui em Valência é sempre perigoso no lado direito do pneu, especialmente nessas condições, porque está muito frio, pois é inverno”, apontou. 

“Esta manhã eu cometi um erro, forcei demais já na primeira volta e caí. A queda da tarde eu entendi menos, porque foi depois de sete voltas mais ou menos, mas foi isso. Mas estou ok”, frisou. “É uma pena, porque antes das quedas eu estava bem forte. O meu ritmo não era tão mal. Nós precisamos trabalhar na moto para decidir os pneus certos, mas o mais importante é tentar fazer uma boa volta amanhã no TL3 para estar dentro do top-10. Aí veremos”, encerrou.


O GP da Comunidade Valenciana de MotoGP está marcado para o domingo, às 10h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

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