Venezuelana recebeu apoio de rivais para bater recorde mundial do salto triplo

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Yulima Rojas conquistou a medalha de ouro no salto triplo em Tóquio (Foto: Abbie Parr/Getty Images)
Yulima Rojas conquistou a medalha de ouro no salto triplo em Tóquio (Foto: Abbie Parr/Getty Images)

O nome Yulimar Rojas significa história. Sim, pelo ouro conquistado neste domingo (21), com a quebra do recorde mundial do salto triplo, que já perdurava 25 anos. Ela não só bateu o recorde como o destruiu — foram 17cm a mais, totalizando 15,67m para Yulimar.

E foi durante a prova que ela tinha certeza que, no fim, seria justamente ela contra ela. Quando as adversárias vieram que a venezuelana havia estabelecido um novo recorde olímpico, em 15,41m, decidiram que deveriam lutar pela medalha de prata e que, ao mesmo tempo, deveriam torcer para que Yulimar quebrasse o recorde mundial.

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O sexto e último saldo resultou no voo que deu a Yulimar o recorde mundial — antes, ele pertencia à ucraniana Inessa Kravets, conquistado em agosto de 1995, antes mesmo do nascimento da Venezuelana, que viria ao mundo somente dois meses depois. 

"Eu gritei para ela antes daquele último salto, porque eu sabia que ia ajudá-la. Eu estou muito feliz por ela e por Ivan Pedroso [cubano campeão olímpico do salto em distância e treinador da venezuelana]", disse a espanhola Ana Peleteiro.

"Quando vi que Yulimar quebrou o recorde, absorvi um pouco daquela energia. Foi incrível", afirmou a portuguesa Patrícia Mamona. 

A venezuelana é atleta de atletismo do clube de futebol Barcelona e é treinada pelo mito cubano Iván Pedroso. Embora discreta em relação à sua vida pessoal, a atleta declara com orgulho ser parte da comunidade LGBTQIA+.​

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