Venezuela decreta quarentena radical para evitar propagação de variante brasileira

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Handout photo released by Miraflores palace press office showing Venezuela's President Nicolas Maduro (L) receiving the first dose of the Sputnik V vaccine developed by Russia in Caracas, on March 6, 2021. (Photo by Jhonander Gamarra / AFP) (Photo by JHONANDER GAMARRA/AFP via Getty Images)
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro toma vacina Sputnik V (Foto: JHONANDER GAMARRA/AFP via Getty Images)
  • Variante brasileira preocupa governo da Venezuela

  • Nicolás Maduro decretou quarentena rígida durante duas semanas

  • Venezuela participará da fase 3 de testes de vacinas cubanas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou no último domingo (21) que o país viverá um confinamento durante a Semana Santa. O objetivo é impedir o avanço da variante brasileira do coronavírus.

“Anuncio que a Semana Santa desse ano será novamente em quarentena radical”, disse Maduro durante um pronunciamento na TV estatal. O confinamento começa nesta segunda-feira (22).

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Até então, a Venezuela vivia um chamado de “7 por 7” e consiste em sete dias de flexibilização, seguidos de sete dias de quarentena radical. Preocupado com a variante brasileira, Maduro decidiu reforçar o confinamento.

“Vamos para 14 dias, duas semanas de quarentena radical”, afirmou. “Com máxima vigilância do Estado e das instituições, e fazemos isso pela saúde das famílias, pela saúde do nosso povo.”

O presidente da Venezuela explicou que a variante brasileira é um “fator fundamental” para o aumento do número de casos, mas o “fator multiplicador” é o relaxamento das medidas de prevenção.

Maduro não divulgou números, mas disse que a ocupação das camas hospitalares está aumentando.

Nas redes sociais, Maduro também anunciou que, em abril, chegarão à Venezuela as primeiras doses de vacinas contra a covid-19 desenvolvidas em Cuba. O país participará dos testes de fase 3 das vacinas Soberana-02 e Abdala.

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O país está vacinando a população com a vacina russa Sputnik V.

No último sábado (20), a Venezuela registrava 150 mil pessoas contagiadas pelo coronavírus e 1.438 mortes pela covid-19 no país. A oposição e ONGs questionam os números e acredita que há uma subnotificação no país. A Venezuela tem 30 milhões de habitantes.